quinta-feira, 30 de junho de 2011

ACONSELHAMENTO OU ACOMPANHAMENTO FILOSÓFICO?

A FILOSOFIA APLICADA AO COTIDIANO

“O escritório de Lou Marinoff em Nova York é freqüentado por uma clientela muito semelhante à que vai aos consultórios de muitos terapeutas na cidade. São homens e mulheres angustiados, com problemas afetivos e profissionais, à procura de soluções para seus conflitos. Mas quem procura o dr. Marinoff não está interessado em manter longas conversas sobre padrões de comportamento, em discutir toda a sua vida desde as primeiras lembranças da infância. Nem quer encontrar a saída dentro de um frasco de antidepressivos. Quem vai ali busca uma nova filosofia.
            Filósofo, Lou Marinoff é o principal líder, nos Estados Unidos, de uma nova corrente de pensamento que retira a filosofia do seu castelo acadêmico e a devolve ao dia-a-dia, utilizando as obras dos maiores pensadores da história para ajudar as pessoas a resolverem seus próprios problemas. No aconselhamento filosófico proposto pelo autor, Platão, Aristóteles, Kant e Kierkegaard, entre outros, são o ponto de partida para pensar em questões como conflitos amorosos, mudanças profissionais e o temor da morte.
            O movimento surgiu em 1981 na Alemanha, com Gerd Achenbach, e hoje tem seguidores, na Holanda, nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Inglaterra, França, Israel, África do Sul e Hong Kong, entre outros países. Segundo Marinoff, os clientes são em sua maioria refugiados da terapia tradicional, pois muitas das terapias atuais não passam de “farmacologia neural”, e hoje são feitas prescrições “para pessoas que precisam tão-somente de uma discussão”.
            Mas o método de Marinoff não tem nada parecido com “leia aforismos e me ligue pela manhã”. Em Mais Platão, menos Prozac, o autor mostra como identificar um problema, expressar emoções construtivamente, analisar opções, contemplar uma filosofia que ajude a escolher e viver com a melhor opção e, por fim, resgatar o equilíbrio pessoal. Ilustrado com estudos extraídos dos principais conselheiros filosóficos, este livro demonstra a eficácia da filosofia aplicada aos problemas cotidianos, analisa como ocorreu o crescimento acelerado do aconselhamento filosófico e retoma o cerne da filosofia: cvolocar a vida em perspectiva.”

            O texto acima foi retirado do livro citado (Mais Platão, menos Prozac), no qual o autor (Lou Marinoff) expõe sua experiência pioneira no chamado aconselhamento filosófico, ou filosofia aplicada ao cotidiano.
            Meu trabalho com a Terapia Hari, apesar de enveredar inicialmente pela aplicação da Filosofia, ou melhor, dos ensinamentos filosóficos, legados pelos grandes pensadores ocidentais, não se detém simplesmente neles e não se propõe como “aconselhamento”. Mais precisamente, a T.H* se propõe como um “acompanhamento filosófico”, sustentado por um novo pensar filosófico (ao qual denomino de “novo sistema filosófico”), que vai além dessa metodologia iniciada na Alemanha e desenvolvida em toda a Europa e Estados Unidos.
            Vai além porque estabelece novos valores e novos significados a termos e expressões que, no caso do “aconselhamento filosófico”, ainda prendem o paciente a conceitos e valores errôneos e perniciosos à sua vida e à busca de solução para seus conflitos existenciais. Insisto em dizer que todas as terapias alternativas e aplicações da Filosofia, no sentido de dar qualidade à vida das pessoas e resgatá-las de seus problemas, têm seu valor e sua aplicabilidade, porém são “paliativas”. É claro que as pessoas que vivem este mundo pós-moderno (da pressa e do imediatismo) preferem um comprimido para curar a dor de cabeça a se deixar levar por todo um processo de diagnóstico e tratamento para resolução definitiva da causa da dor. Com isso, a medicina alternativa que se vê por aí ganha força e novos adeptos expressivamente.
            Para aqueles que têm pressa e não estão dispostos a rever seus valores e conceitos devo dizer que a T.H* jamais poderá ser o seu método terapêutico. Porém, para os que se propõem a uma efetiva cura de seus males existenciais e buscam novas perspectivas para suas vidas em conflito, a T.H* é, sem dúvida, a “theraphéia por excelência” para seus males.
            Portanto, se você pretende não somente a cura de sua vida, mas também o resgate de seu valor original e integral como Ser Humano, não deixe de conhecer a T.H*. O praticante/paciente da T.H* não precisa abandonar seus tratamentos já iniciados, principalmente os da medicina ortodoxa (salvo se estiverem diretamente em conflito com as novas diretrizes terapêuticas ditadas pela T.H*) e podem tirar proveito de outras práticas que digam respeito à suas crenças ou religião, mas é importante que sejam dedicados e esforçados nos exercícios e práticas que lhes forem prescritos dentro do tratamento da T.H*.
            Enfim, antes de tudo informe-se sobre a T.H* e, em seguida, solicite uma entrevista (gratuita), com dia e hora marcados, segundo sua conveniência e sem compromisso. Se, por acaso, a T.H* lhe parecer a via para o reencontro com o seu Ser Integral, não hesite, transforme-se num praticante e aguarde por seu resultados. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

SORTEIO DA CÂMERA DIGITAL

PROMOÇÃO MOFICUSHINTH* "DIA DOS NAMORADOS"

Nossa promoção do "Dia dos Namorados" foi um sucesso. O sorteio foi feito em ambiente público, na Pizzarella, no Pop Center, ontem (12/06), às 20:30h. 
Antes do sorteio, ainda fizemos a  venda de vários pontos, totalizando, ao longo do mês de junho, 299 pontos vendidos.
Gostaríamos de agradecer aos vendedores e compradores da rifa e reiterar que estas promoções têm o sentido de angariar fundos para o MOFICUSHINTH*, para que possamos realizar nossas atividades (para maiores informações, acesse neste blog as matérias "O Que é a Terapia Hari*" e "O que é o MOFICUSHINTH*".

A Câmera sorteada foi uma doação do Prof. Martinho (Pitoco), que muito tem colaborado com este Movimento, a quem agradecemos, mais um vez, em público.
O ganhador foi o jovem Magno, morador do Sacavém, dono do Salão Magno, que adquiriu, por apenas R$3,00 o bilhete Nº040297. A compra foi feita na manhã de sábado (11/06), no salão do mesmo. Oportunidade em que também foi feita a venda de um ponto para um cliente do Salão.
Na ocasião do sorteio (ontem à noite), foi solicitado a uma garotinha, que estava com a família na Pizzarella, que retirasse do saco (onde estavam todos os bilhetes vendidos) o tão esperado bilhete premiado. Após ter em mãos o bilhete com o nome do ganhador, eu próprio (Prof. Jaya) fiz a ligação para o sortudo ganhador. O prêmio foi entregue nesta manhã de segunda-feira (13/06) na porta do Salão do vencedor da nossa rifa.

Sentimo-nos satisfeitos com o resultado da rifa e gostaríamos de deixar claro que em todas as nossas atividades há transparência e idoneidade. O sorteio realizou-se em local de acesso público, no dia marcado, foram tiradas fotos sucessivas dos momentos da premiação, assim como da entrega do prêmio e tudo mais que se faz necessário para a confiança dos participantes.

Novamente, obrigado a todos, e continuem participando de nossas promoções.

PARABÉNS A MAGNO, GANHADOR DO SORTEIO DO DIA DOS NAMORADOS!!! 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

REVISTA PLANETA - ARTIGO

Agir ou não agir, eis a questão
Quem disse que as dificuldades humanas na administração da vida e dos seus problemas não podem ser amenizadas? Para isso existe o auxílio da música, da literatura e dos ensinamentos dos sábios, de ontem e de hoje. Quando a vida parece dizer não aos nossos sonhos, é preciso parar para pensar


Por Jaya Hari Das
"E agora, o que devo fazer?" Praticamente todos nós já nos fizemos uma pergunta como essa, ao nos depararmos com uma situação difícil de superar. A dúvida, o dilema e o medo de tomar a decisão errada, ou a aparente falta de opção, podem aparecer como principais entraves para qualquer iniciativa. Quando a própria vida nos desafia, é muito comum ficarmos paralisados, perplexos, impotentes diante do que momentaneamente se impõe como obstáculo.
Como dividir com os amigos essa aflição, quando muitas vezes nossos entes queridos estão implicados na questão e tememos machucá-los ou decepcioná-los? Como levar nossos problemas aos outros, se não queremos expor nossas vidas e nossas fraquezas? Além disso, mesmo que as outras pessoas apontem soluções, não conseguimos enxergar em nenhuma delas a verdadeira saída. Pensamos que "falar é fácil, fazer é que é difícil". Nosso desespero se agrava mais ainda quando, além de termos de tomar uma decisão, ainda nos preocupamos com as consequências de nossos atos - com os efeitos deletérios de uma escolha ruim ou de uma ação incorreta. Sentimo-nos sozinhos e impotentes para agir e para reagir contra as vicissitudes que desafiam a vida.
Quem, então, pode nos socorrer? Os amigos, os parentes, o padre, o pastor, os guias espirituais, os orixás, os santos, o anjo da guarda, Deus...? Como fugir das próprias prisões psicológicas? Como sair da sinuca do jogo existencial? Todas essas questões vêm à mente quando somos confrontados por grandes problemas de saúde, dificuldades financeiras, relacionamentos amorosos complicados, dramas familiares e profissionais conturbados. Só então somos naturalmente obrigados a pensar em nossa vida - forçados, na verdade, a repensá-la.
Viver é ter de tomar decisões e agir sempre. Decidir nada fazer já é uma ação que terá implicações, inevitavelmente. Por isso, quando diante da nossa vida abrem-se novas possibilidades, quando as portas se fecham para nossos objetivos e quando a vida parece dizer "não" aos nossos sonhos, é preciso que não estejamos acelerados demais; é preciso pisar no freio e reduzir a marcha. Eis aí uma estratégia que poderá promover a grande mudança de que precisamos, que nos porá de volta à estrada e desencadeará nosso turning point. Tal estratégia exigirá de nós desaceleração, introspecção e tempo para pensar e decidir. Porém, nem sempre sabemos como fazer isso ou pior, nem sempre há tempo para isso.



Parar para pensar
Vivemos em época de grande correria e estresse. Há muito já não somos mais visitados por grandes mestres, em carne e osso ou em aparições, mesmo quando oramos ou meditamos. Entretanto, ainda podemos recorrer aos ensinamentos legados por aqueles que já deixaram um rastro de sabedoria e de bênçãos visível do Oriente ao Ocidente. A coragem que nos fará reagir contra os obstáculos, ou a sabedoria que nos ensinará a esperar pacientemente uma resposta ou solução do problema, poderá encontrar ali sua fonte de inspiração. Grandes mestres como Krishna, Buda e Jesus são, sem dúvida, os mais procurados nas horas difíceis, mas não estão sozinhos no rol dos conselheiros dos homens em seus momentos de aflição. O sábio chinês Lao Tsé, que viveu entre os séculos 7 e 6 a.C, deixou seus ensinamentos registrados em 81 aforismos, no livro intitulado Tao Te King (O Caminho do Sábio), no qual podemos encontrar: "Quem de boa vontade carrega o difícil supera também o menos difícil. Quem sempre conserva a quietude é senhor também da inquietude. Por isso o sábio carrega de boa mente o fardo da sua jornada."
O taoísmo, a doutrina baseada nos ensinamentos de Lao Tsé, assim como todo o sistema filosófico oriental, fundamenta-se não no raciocínio lógico da filosofia ocidental e sim em intuições ou percepções sutis que desafiam nossa racionalidade. O wu-wei ("ação na inação", prática encontrada no zen-budismo) é um de seus princípios: "Agi pelo não agir! Sede ativos na inatividade! (...) Achai gosto no desgosto! O sábio prevê as dificuldades, por isso as supera", diz o aforismo 63 do Tao Te King. Isso significa enfrentar o obstáculo na quietude estratégica de simplesmente "esperar passar".
Resistência cívica
Mohandas Karamchand Gandhi, o Mahatma Gandhi, como ficou conhecido, lutou incansavelmente para libertar a Índia do domínio britânico. Sua vitória política foi parcial, mas sua vitória existencial foi total. Embora seu país liberto tenha sido dividido em Índia e Paquistão, sua atuação como seguidor de ahimsa (não violência) ficou para sempre nos anais da história e inspira tanto grandes líderes políticos quanto homens comuns em busca de vida íntegra e consciência tranquila. Gandhi deixou exemplos em ações e palavras. Dele ouvimos: "O tempo dos milagres não acabou. Com alguma fé em Deus e em sua proteção, estamos garantidos contra os sofrimentos insuportáveis. Aquele que resiste civicamente pode ter a certeza de que Deus o protegerá no momento difícil."



"Minha religião ensina-me que, quando a dor é insuportável, é preciso jejuar e orar"
Mahatma Gandhi

Aos que se sentem impotentes diante da adversidade, Gandhi reservou uma frase certeira: "Minha religião ensina-me que, quando a dor é insuportável, é preciso jejuar e orar." Foi exatamente assim que o Mahatma (palavra que significa "Grande Alma") derrotou um império.
Vivendo exilado em Dharamsala (Índia) desde 1959, Tenzin Gyatso, o 14º dalai lama (dalai quer dizer "oceano" e lama, "sabedoria" - portanto, "oceano de sabedoria"), resiste contra o regime político ditatorial da China e, de lá, manda mensagens de paz e resistência aos seguidores do budismo tibetano e a todos que simpatizam com sua causa, seu trabalho ou sua vida harmoniosa e disciplinada.
"Só há dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver"
Dalai Lama
O dalai lama sempre é visto sorridente e sereno, como um verdadeiro "oceano de sabedoria". Suas palavras servem como fonte de revigoramento e alívio a milhões no mundo inteiro. Dentre elas, temos: "Desenvolver força, coragem e paz interior demanda tempo. Não espere resultados rápidos e imediatos, sob o pretexto de que decidiu mudar. Cada ação que você executa permite que essa decisão se torne efetiva dentro de seu coração." Outro exemplo: "Só há dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver."
Sabemos muito bem que, mundo afora, há pessoas travadas no hoje simplesmente porque se ocupam em lembrar o ontem ou se preocupam demais com o amanhã. E outras tantas que deliberam em suas vidas mudanças radicais que jamais podem ser efetivadas, em vista de fatores que muitas vezes (ou quase sempre) independem delas mesmas.
Literatura inspiradora
Nascido em 1926, o guru indiano Sathya Sai Baba tem muitos de seus dons e proezas descritos no livro O Homem dos Milagres (Editora Record), do escritor australiano Howard Murphet. O professor e escritor José Hermógenes de Andrade Filho, um dos pioneiros no ensino de ioga no Brasil, ficou tão impressionado com o mestre indiano que se tornou seu discípulo. Um de seus ensinamentos é: "Sempre existirão a dor e a preocupação de um tipo ou de outro. Ponham sua fé no Senhor, cumpram seu dever e dediquem a Ele, e desaparecerão tristezas e inquietudes." Outro conselho: "A fé não é uma garantia de que não haverá morte ou maldade no mundo, nem dores na vida. A vida não foi criada para ser um mar de rosas e um depósito de riquezas. A fé habilita o devoto a ver o que a vida é, qual o plano de Deus, e melhorar a própria maneira de encarar a vida."
A boa literatura, mesmo a mais despretensiosa em questões espiritualistas, também serve de força transformadora da vida de muitos que não professam nenhuma fé, mas sentem necessidade de uma palavra encorajadora. Um dos livros que cumprem muito bem esse papel é A História de Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach. A gaivota Fernão não se contenta em ser mais uma no bando; quer conhecer novas paisagens, ampliar seu horizonte existencial. Quantos de nós não sentimos ímpetos de voos mais audaciosos? Quantos não se sentem presos, acorrentados a uma existência pequena e inexpressiva, enquanto a vida parece chamar para grandes aventuras?
"Tens alguma ideia de por quantas vidas tivemos de passar até chegarmos a ter a primeira intuição de que há na vida algo mais do que comer, ou lutar, ou ter uma posição importante dentro do bando?" Eis uma das questões importantes dessa obra. Infelizmente, para muitos, "comer" e "ter uma posição social de destaque" ainda são as preocupações mais relevantes. Muitos nem se deram conta de que "podemos subtrair-nos à ignorância, podemos encontrarnos como criaturas excelentes, inteligentes e hábeis. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!" Fernão foi repreendido, discriminado e enxotado do bando por causa dessa busca maior, desse afã indomável em sua alma, mas retornou vitorioso, realizado e feliz.



"Sempre existirão a dor e a preocupação de um tipo ou de outro. Ponham sua fé no Senhor, cumpram seu dever e dediquem a Ele, e desaparecerão tristezas e inquietudes"
Sathya Sai Baba
Arte transcendental
A música também é uma aliada nos momentos de tristeza ou solidão, preenchendo tanto o vazio interior quanto o exterior com acordes benfazejos e palavras revigorantes. Não somente a música erudita, mas qualquer música popular pode elevar o espírito. Por exemplo, a música Let it be, dos Beatles, não inspiraria uma espécie de wu-wei no ouvinte abatido in times of trouble (em tempos difíceis), em sua hour of darkness (hora da escuridão), como diz a canção? As palavras usadas pelo compositor Paul McCartney na canção não seriam verdadeiras words of wisdom (palavras de sabedoria)?
Na verdade, a arte como um todo, tanto sua criação quanto sua apreciação, pode fazer ascender mesmo aqueles que momentaneamente se sentem os mais ínfimos dos mortais. A arte aponta para a transcendência e transcende a realidade opressora, colocando o observador diante do sublime.
Outra fonte de ajuda é a prática da meditação e dos exercícios de ioga, que causa um salutar mergulho em nós mesmos. Nesse mergulho somos como gotas d'água que se atiram sem temor ao Grande Oceano do qual fazem parte. Assim, nossas identidades como 'gotas' se perdem na imensidão das águas, mas é exatamente ali que encontraremos a força e a orientação necessárias para voltar às nossas pequenas existências e realizar vidas gloriosas, pois a grande realização de cada coisa e de cada ente no universo é ser integralmente o que é - nem mais, nem menos (como defendia o filósofo grego Aristóteles) - e se conduzir no mundo sob os auspícios do Supremo Instrutor Interior.
"When I find myself in times of trouble Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom:
Let it be"

Let it be, The Beatles
Precisamos muitas vezes dessa voz interior. Helena Blavatsky, a criadora da teosofia, nos diz em seu A Voz do Silêncio que essa voz será sempre mais útil do que todas as vozes que entram por nossos ouvidos constantemente: "Podes criar 'hoje' tuas oportunidades de 'amanhã'. Na 'Grande Jornada' as causas semeadas a cada hora produzem cada qual sua colheita de efeitos, porque uma rígida Justiça governa o mundo. Com o potente impulso de sua ação infalível, ela traz aos mortais vidas de felicidades ou aflições, que são a progênie cármica de todos os seus anteriores pensamentos e atos." (Parágrafo 148) Na doutrina budista e na hinduísta, carma é a lei universal de ação e reação, que faz com que cada ato, vontade ou pensamento retorne a quem os gerou. Blavatsky também diz: "Os ramos da árvore são sacudidos pelo vento; o tronco permanece imóvel."
"Os ramos da árvore são sacudidos pelo vento; o tronco permanece imóvel"
Helena Blavatsky
A vida é um exercício-aprendizado perpétuo, em que uma lei insuperável nos impõe a necessidade de aprender fazendo. A vida não tem gabaritos ou respostas prontas e úteis sempre que uma situação semelhante advém à mesma pessoa ou a outrem. Mesmo quando estamos convictos de que fizemos o errado, a vida nos surpreende, mostrando-nos que nada foi tão errado assim; mas também nos assusta, ao deixar claro que aquela decisão tomada, com tamanha consciência de que era a mais acertada, nos trouxe consequências desagradáveis. Todos os resultados serão sempre parciais. O jogo sempre estará aberto a desafios e revanches. Vivemos a incerteza do que a vida quer de nós porque talvez também ela espere por um próximo lance, uma jogada inusitada desses bilhões de rebentos que nascem sobre a Terra.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

O MOFICUSHINTH* E A PRÁTICA DO ZEN

SER ZEN: UM MOVIMENTO COTIDIANO

O texto abaixo foi escrito por Leonardo Boff e extraido da Revista Sexto Sentido. Sua apresentação neste blog deve-se ao fato de que a prática Zen e seus ensinamentos são corroborados por este Movimento e servem de auxílio contra as exigências da Razão no cotidiano, uma vez que a "consciência" não se vale apenas da razão, pois tem outras faculdades, como a intuição, por exemplo, que são muito úteis quando damos a devida atenção ao nosso guia interior. Todas as perguntas feitas aos mestres Zen recebem respostas inusitadas que não encontram  fundamento nas categorizações racionais, como "Sim" e "Não", "Certo" ou "Errado". Todas as respostas só podem ser compreendidas se forem deixadas de lado as estreitas necessidades da "razão" de apreender tudo dentro de sua própria logicidade. Em outras palavras: o Zen não respostas para "um indivíduo que pergunta", só tem para o Universo, pois o sujeito que pergunta quer um "sim ou não", uma solução para sua questão/problema, enquanto o Universo só se ocupa em repor o equilíbrio das forças em oposição.
Confira a matéria (os grifos são nossos) e faça seus comentários:


Zenbudismo na vida e no trabalho

O zenbudismo pode significar uma fonte inspiradora para o paradigma ocidental em crise bem como para a vida cotidiana. Isso porque o zen não é uma teoria ou filosofia. É uma prática de vida que se inscreve na tradição das grandes sabedorias da humanidade. O zen pode ser vivido pelas mais diferentes pessoas, simples donas de casa, empresários e pessoas religiosas de diferentes credos.


O centro para o zenbudismo não está na razão, tão importante para a nossa cultura ocidental. Mas na consciência. Para nós a consciência é algo mental. Para o zenbudismo cada sentido corporal possui a sua consciência: a visão, o olfato, o paladar, a audição e o tato. Um sexto é a razão. Tudo se concentra em ativar com a maior atenção possível cada uma destas consciências, a partir das coisas do dia-a-dia. Possuir uma atitude zen é discernir cada nuance do verde, perceber cada ruido, sentir cada cheiro, aperceber-se de cada toque. E estar atento às perambulações da razão no seu fluxo interminável.


Por isso, o zen se constrói sobre a concentração, a atenção, o cuidado e a inteireza em tudo aquilo que se faz. Por exemplo, expulsar um gato da poltrona pode ser zen; também libertar os chacorros do canil e deixá-lo correr pelo no jardim. Conta-se que um guerreiro samurai antes de uma batalha visitou um mestre zen e lhe perguntou: “que é o céu e o inferno”? O mestre respondeu: “para gente armada como você não perco nenhum minuto”. O samurai enfurecido tirou a espada e disse:”por tal senvergonhice poderia matá-lo agora mesmo”. E ai disse-lhe calmamente o mestre:”eis ai o inferno”. O samurai caiu em si com a calma do mestre, meteu a espada na bainha e foi embora. E o mestre lhe gritou atrás:”eis ai o céu.”


O que a atitude zen visa, é a completa integração da pessoa com a realidade que vive. Deparamo-nos no meio de difenças, compartimentando nossa vida. O zen busca o vazio. Mas esse vazio não é vazio. É o espaço livre no qual tudo pode se formar. Por isso não podemos ficar presos a isto e àquilo. Quando um discípulo perguntou ao mestre:”quem somos”? respondeu apontando simplemente para o universo: “somos tudo isso”. Você é a planta, a árvore, a montanha, a estrela, o inteiro universo. Quando nos concentramos totalmente em tais realidades, nos identificamos com elas. Mas isso só é possível se ficarmos vazios e permitirmos que as coisas nos tomem totalmente. O pequeno eu desaparece para surgir o eu profundo. Então somos um com o todo. Este caminho exige muita disciplina. Não é nada fácil ultrapassar as flutuações de cada uma das consciências e criar um centro unificador.


Há uma base cosmológica para a busca desta unidade originária. Hoje sabemos que todos os seres provém dos elementos físicoquímicos que se forjaram no coração das grandes estrelas vermelhas que depois explodiram. Todos estávamos um dia juntos naquele coração incandecente. Guardamos uma memória cósmica desta nossa ancestraidade.
Depois, sabemos também que possuimos o mesmo código genético de base presente em todos os demais seres vivos. Viemos de uma bactéria primordial surgida há 3,8 bilhões de anos. Formamos a única e sagrada comunidade de vida 

domingo, 15 de maio de 2011

AGRADECIMENTOS

CREDO QUIA ABSURDUM

A Iluminação está diante de nós!


Gostaria de agradecer a todos os amigos e simpatizantes da causa do MOFICUSHINTH*. Em especial, sem detrimento dos demais, àqueles que enviaram alguma contribuição ou se tornaram parceiros, criando oportunidades para novas atividades - estes são, sem dúvida os grandes suportes desta causa. 
A efetivação da amizade, às vezes, prescinde de maiores esclarecimentos e explicações, e a boa vontade diz mais de uma amizade do que mil "palavras". Desde que nos lançamos em campanha, muitas promessas foram feitas, a maioria não passaram de "palavras vazias". Talvez, ali houvesse até um sentimento sincero e uma boa intenção, mas não passaram disso, e causaram o mal da "expectativa desvanecida".É verdade que no futuro muitos dirão que apoiaram, mas o fato real é que "aquele que comigo não ajunta, espalha" e saberemos bem quem "VENCEU CONOSCO".

Nunca, na História da Humanidade, houve algo de notório e espetacular que tenha nascido da ação de homens mesquinhos e medíocres (e a História nunca mente), portanto, aquele que não se fizer maior do que os demais do seu tempo, ainda que se sinta "um indivíduo", será, para os anais da História,"multidão", ou, nas palavras de Schopenhauer, "mais um produto industrial da natureza".
Eu, particularmente, não me admito entre "os medíocres" e, portanto, me pretendo ladeado por outros que também, como eu, não se admitem.
Se até aqui o óbvio foi regra e lei, doravante, deve haver "fagulhas de surpresas e novidades", pelo menos para aqueles que têm olhos para ver, ou, mais extremamente, para os que creem que "o absurdo é possível".
Pessoalmente, tenho feito conquistas que, por si mesmas, dizem do valor do meu trabalho como filósofo, poeta, escritor, músico e professor. Considero todas essas conquistas "pontos ganhos" para este Movimento, porque nunca meu coração pulsou tão empolgado por uma causa; creio mesmo que nunca amei tanto quanto estou amando hoje; nunca olhei com tanta suspeita de que a Vida finalmente seria solo fértil para algo de valor; nunca antes convoquei soldados para um "front" no qual os inimigos fossem a ignorância, a superstição e a desvalorização do homem em favor de crenças, culturas e tradições medievas. 
É com esse espírito que desejo abraçar a todos que, de uma forma ou de outra, têm sido, até aqui, os verdadeiros executores desta minha empreitada.
Às vezes, é preciso acreditar mesmo no absurdo para que a realidade a nossa volta não permaneça a obviedade monótona e inexorável que se impõe indefinidamente e oprime nossas vidas, mantendo-as pequenas e sem luz.

MUITÍSSIMO OBRIGADO, MEUS CAROS AMIGOS!!!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

MADEIREIRA CLASSE A EM MOVIMENTO

MOFICUSHINTH* E MADEIREIRA CLASSE A EM MOVIMENTO

Nesta sexta-feira, 13/05/2011, o Prof. Jaya foi pessoalmente até a Madeireira Classe A agradecer  mais uma vez pela parceria e conferir as atividades e ofertas de uma empresa que não para de crescer.
Chegando lá, o Prof. Jaya constatou que não é fácil conseguir segurar o Zeca (um dos sócios) para um simples bate-papo de alguns minutos, pois ele está sempre ocupado recebendo material ou despachando as entregas.
De qualquer forma, deu tempo de tirar uma foto da fachada da Madeireira para postar aqui nesta matéria do blog de hoje.
Segundo Edvaldo (no comando das vendas), sexta-feira tem sempre um rítmo especial, pois, depois do trabalho, os sócios, funcionários e amigos vão descontrair bem ali ao lado, no Africanos Bar (comandado por JR), onde acontece uma seresta Classe A, a partir das 21h, até debaixo de chuva, se for necessário.
Bem, como estamos vendo, o pessoal da Madeireira Classe está a todo vapor, EM MOVIMENTO.
e VOCÊ, TÁ ESPERANDO O QUE PARA FAZER UMA PARCERIA NOTA DEZ CONOSCO, HEIN?  

Hj. Narada Krishna
Secretário de Comunicação

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PARA ALÉM DO BEM E DO MAL











 




O texto abaixo trata de um assunto bastante incômodo para aqueles que não conhecem ou não compreendem a Lei do Karma. Muitos acreditam que, por agirem bondosamente nesta vida, deveriam ser compensados "imediatamente" com "favores dos céus". Porém, o Karma é uma lei que não se submete ao tempo existencial e regula todas as coisas em um tempo propício e não necessariamente no agora.
Leiam o texto e mandem seus comentários e dúvidas para este blog ou para o e-mail terapiahari1@yahoo.com.br BOA LEITURA!!!

Por Walter Barbosa (membro da Sociedade Teosófica)  



Num argumento de aparente valor, alguém pode dizer que pouca ou nenhuma diferença faz ser “bom ou mau”, considerando que todos sofrem. Neste mundo de fato não há como escapar à dor, até porque afinal todos morremos, ao menos fisicamente.
Mesmo os que deram exemplos de amor e bondade extremos, como o próprio Cristo, muitas vezes desencarnaram em meio a sofrimentos. Entre os casos mais recentes, o sábio iluminado Ramana Maharshi foi durante vários anos portador do câncer, que finalmente o vitimou. Vale a pena então esforçar-nos para vencer o orgulho, a inveja e outros sentimentos daninhos? Há alguma compensação para a prática da ética, buscando não somente a harmonia nas relações, mas até a sobrevivência do planeta?
Quanto à “vantagem” de ser uma pessoa melhor, mais justa, mais ética, quem chegou a esse ponto de fato não está pensando em vantagens, apenas não encontrando sentido numa prática diferente. Naturalmente só vivendo tal condição se pode concluir isso, da mesma forma que é imprescindível comer uma fruta para conhecer seu sabor.
Assim como os renitentemente maus parecem fazer da maldade seu meio da vida – paradoxalmente elegendo como “bandeiras” o suplício da inveja, do rancor, da vingança – os de fato bons (não apenas aparentando essa casca em benefício do ego) externam a bondade de maneira tão espontânea como os rios deixam fluir suas águas.
A bondade, como todas as manifestações do espírito, não questiona nem cobra nada por isso. Simplesmente “é”. Em conseqüência, no fundo “ser bom” não é o contrário de “ser mau”, mas apenas “Ser”. A bondade (assim como o amor, a felicidade e a ética) rigorosamente não tem oposto, como expressão da própria consciência, da Vida Una, pois o jogo da polaridade só reina no mundo material.
Aprofundando, porém, a questão da vantagem - no próprio sentido material - pode-se dizer que as pessoas harmônicas, generosas, tranqüilas, vivem mais e melhor, como a ciência comprova, livrando-se de males como a depressão e o estresse. De fato vivem, na essência da palavra, pois a vida tem sua fonte na Consciência Universal, em nada dependendo do corpo físico, sujeito a cortes, envelhecimento e morte. Assim, a vida se torna progressivamente mais rica, plena e bela na medida em que são quebradas as cascas do medo, do ego em busca de segurança, deixando fluir o rio de paz que mora no Espírito.
Por sinal, é nessa condição de plenitude que se encontra o significado da expressão “viver intensamente o agora”, às vezes enganosamente considerada como a busca sem medidas do prazer, da glorificação dos sentidos, segundo a mente nos faz acreditar com suas habituais armadilhas e subterfúgios.
Outra diferença fundamental em benefício dos que cultivam o amor e a bondade, mesmo na realidade do sofrimento, pode se resumir numa só palavra: compreensão – no sentido de percepção da “Lei de causa e efeito” – levando à aceitação das conseqüências.
Em razão disso, bons e maus não sofrem igualmente. Os bons serenamente acatam o sofrimento, limitado então ao corpo físico – como advertência para o erro e libertação do carma – enquanto os maus rebelam-se, vendo nos outros a fonte da dor.
O resultado inevitável para os maus é aumentar a dor imensamente com o sofrimento psicológico, além de diminuir sua força como elemento de consciência, levando à necessidade de viver e reviver a mesma lição muitas vezes. A sabedoria em nós começa com a percepção da tolice dessa escolha.
Walter Barbosa, membro da SOCIEDADE TEOSÓFICA