quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
MANTRA-YOGA E TERAPIA HARI*
O SER HUMANO CANTANDO PARA SI MESMO
O texto que passaremos a transcrever a seguir foi originalmente escrito no Yoga Jornal Brasil, disponível em http://yogajournal.terra.com.br Nossa intenção aqui é levar ao conhecimento dos leitores deste blog como o Mantra é reconhecido entre os praticantes do Yoga e milenarmente na Índia, berço dos Upanishads (textos que tratam sobre todo o sistema do Yoga, nas suas diversas vertentes). No entanto, é necessário esclarecer que a T.H* não reconhece nenhuma prática, por mais venerada e aceita por sábios, religiosos, ou mesmo filósofos, como sendo uma "dádiva ou revelação divina" - isto é, que um Deus ou deuses tenha, por sua graça a revelado aos homens para que obtivessem algum tipo de resultado que, sem a intervenção divina, não poderia ser alcançado.
Insistimos: a relação da T.H* com qualquer prática milenar, tradicional, ou mesmo religiosa, é e sempre será no sentido de explicá-la à luz da razão e do conhecimento "puramente humanos", sem qualquer possibilidade ou intencionalidade que diga respeito a entidades tidas como extra-humanas ou divinas. Que o texto sirva a esse propósito e os leitores, após lê-lo, poderão deixar seus comentários com suas perguntas ou dúvidas, para que sejam respondidas posteriormente aqui mesmo no blog ou diretamente nos e-mails de cada. Boa leitura!
Por: Greice Costa
Afinal, para que servem os mantras?
É possível que você já tenha entrado em contato com um mantra antes mesmo de fazer um asana. Em muitas aulas de Yoga, há a invocação de certos mantras em homenagem à prática ou ao guru. Mas você sabe por que entoamos os mantras? Pedro Kupfer dá a idéia básica:
Para que servem os mantras?
A palavra mantra significa em sânscrito "instrumento para o pensamento [adequado]" ( man = pensamento, mente; tra = instrumento). Basicamente, um mantra é um som que tem um significado e tem como objetivo lembrar algo importante para o praticante. Esse som pode consistir em um monossílabo, como o mantra Om, uma frase curta, como Om Gam Ganapataye namah ("eu saúdo Ganesha, o deus-elefante"), ou uma estrofe de 24 sílabas, como é o caso do Gayatri mantra. O mantra pessoal é prescrito tradicionalmente por um mestre, em função da necessidade do praticante.
Como podemos usar os mantras na prática? Por exemplo, quantas vezes podemos entoá-lo?
Tradicionalmente, um número razoável de repetições é 108. Para um mantra polissilábico como o Gayatri, por exemplo, isso significa uns 20 minutos por prática. No entanto, há práticas como o purashcharana, em que se fazem 1000 repetições diárias até completar 2.400.000 ao cabo de sete anos. Isso totaliza 100.000 repetições por cada uma das 24 sílabas do mantra.
Outra maneira de usar os mantras é associar a sua repetição mental com a respiração, como no caso do ajapa japa, técnica que consiste em acompanhar a observação da respiração com a mentalização do mantra so'ham.
O que precisamos fazer para entoá-lo (ficar no silêncio, fazer mentalizações, etc)?
O Kularnava Tantra nos ensina que há três formas de fazer um mantra: mentalmente, murmurando, e em voz alta. Dessas maneiras, considera-se que o mantra murmurado seja mais poderoso que aquele feito em voz alta, e que o mantra feito mentalmente seja mais eficiente que o murmurado. No entanto, a mesma escritura nos aconselha a mudarmos de técnica quando percebermos que estamos perdendo a concentração ou quando estamos nos distraindo, passando da repetição mental para a verbalização em voz alta ou vice-versa. É possível também associar o mantra com um yantra, um símbolo. Por exemplo, ao gayatri mantra corresponde o yantra do mesmo nome, que pode ser visualizado mantendo-se os olhos fechados ou focalizado com eles abertos durante a meditação.
Quais são os efeitos do mantra?
Os mantras têm a capacidade de servir como foco para que a mente se concentre. Ela tem a sua própria agenda e difícilmente pode ser controlada. Se você percebe essa dificuldade na sua meditação, significa que sua mente é totalmente normal. Respire aliviado, pois isso acontece com todo o mundo. Seu trabalho durante o mantra consiste justamente em trazer incessantemente a mente de volta para o som do mantra e refletir sobre seu significado. Isso traz como conseqüência o aquietamento da mente. Essa paz mental não é um fim em si mesmo, mas um meio para conseguir o discernimento, para preparar-se para a libertação, moksha. Muito embora os mantras possam ser usados para relaxar, combater a ansiedade ou o estresse, esse fim não deve ser esquecido.
Como funcionam?
Conhecer o significado do seu mantra, se você tem um, é fundamental. Tem pessoas que afirmam que os mantras não têm significado, ou que saber o que o mantra quer dizer não é importante, para afastar a desconfiança dos cristãos, ou para apresentar a prática da meditação sobre eles como algo "científico". Se o mantra foi especialmente escolhido para você, como é que ele não tem significado? Como posso confiar na eficiência desse mantra ou nas boas intenções de tais professores? O Rudrayamala , um texto antigo de Yoga, diz: "Os mantras feitos sem a correspondente ideação são apenas um par de letras mecanicamente pronunciadas. Não produzirão nenhum fruto, mesmo se repetidas um bilhão de vezes." Mantras sem significado não funcionam. Todo mantra sânscrito significa alguma coisa ou aponta para algum aspecto da realidade, adequada como tema de reflexão para cada praticante.
E por que cantá-los em sânscrito?
Na tradição hindu, os mantras são considerados Shruti, revelação. Isso significa que esses sons não foram criados por um autor humano, mas percebidos em estado de meditação pelos sábios da antigüidade, chamados rishis. Esses sons descrevem as diferentes revelações que estes sábios tiveram, e servem como indicadores para orientar os humanos em direção ao autoconhecimento. Por exemplo, os mahavakyas, as grandes afirmações da tradição dizem: aham Brahma'smi, "eu sou a Consciência do universo", tat tvam asi, "tu és Isso (Brahman)", etc.
A língua sânscrita é considerada uma língua revelada, portanto sagrada, assim como o aramaico, o hebraico ou o latim o são para a religião judaico-cristã. Como língua, o sânscrito tem a virtude de conseguir comunicar nuanças de significados muito sutis, e sua vibração sonora produz efeitos não somente na mente mas também, por ressonância, nos corpos energético e material.
#Matéria publicada originalmente na YJ #5
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
UM MOVIMENTO EM DIREÇÃO AO ANO NOVO
DEZEMBRO EM MOVIMENTO
A chegada de um novo ano envolve todas as pessoas do mundo inteiro numa aura de otimismo, esperança e alegria, é como se um novo tempo trouxesse novas oportunidades e energias positivas. Dentro desse espírito de esperança e renovação, “uma força estranha”, uma emoção ímpar, revigorante e benfazeja, parece convocar todos os seres humanos a fazerem novos projetos de vida, a procurarem realizar aquilo que não foi possível no ano que passou, seja por falta de recursos financeiros, de tempo ou de oportunidade.
Acima de tudo, as festas de fim de ano sempre foram (e serão) fonte inspiradora para grandes realizações e de superação de novos desafios. No entanto, é necessário que se saiba que para realizar e superar é preciso também estar disponível, ou seja, ser capaz de tornar-se um instrumento dessa força renovadora, ter força de vontade, tomar para si o lema daquela canção que diz: “QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER”.
Nesta oportunidade, além de desejar a todos UM ANO NOVO REPLETO DE GRANDES REALIZAÇÕES, quero também fazer-lhes um EMPOLGANTE CONVITE: conheçam o MOFICUSHINTH* (Movimento Filosófico “Cura do Ser Humano Integral” – Terapia Hari*) e, após tomarem conhecimento do que é este Movimento, solicitem informações para sua filiação. Abaixo, antecipamos algumas dessas informações, para que conheçam um pouco do nosso trabalho:
O MOFICUSHIN-TH* é um Movimento Filosófico Holístico, criado para promover estudos filosóficos e ações sociais que colaborem com a vida cotidiana de cada ser humano, levando-o à compreensão de si mesmo, do Universo a sua volta e das Leis desse Universo. Desenvolvendo estudos nas áreas da Filosofia, Psicologia, Religião e Sabedoria Oriental, este Movimento promove atividades socioculturais com Música e Poesia, atua na área das Terapias Complementares (não clínicas), executa trabalho voluntário em escolas e hospitais e de entrega de donativos a entidades que cuidam de doentes, idosos, crianças e carentes.
O MOFICUSHIN-TH* é o Movimento que introduz na vida do homem mais comum ao mais extraordinário a Terapia Hari. A T.H* (como também é chamada) não é uma terapia clínica, é uma ‘auto-terapia transcendental’, pois transcende os meros veículos físico, psíquico e espiritual, e tem por objetivo corrigir causas bem anteriores aos efeitos. Seu trabalho é conscientizar cada Ser Humano de que somente Ele, e ninguém mais, pode ser, a um só tempo, paciente e terapeuta, ou seja, que as condições objetivas em sua vida podem estar sob seu total domínio, e não nas mãos de qualquer outro ser ou pessoa.
Este Movimento pretende ser um ponto de apoio e um canal de expressão para homens e mulheres que sabem muito bem que o MUNDO PERFEITO É UMA UTOPIA, mas um MUNDO MELHOR É A REALIZAÇÃO CORAJOSA e incansável dos melhores exemplares da Humanidade.
Participe! Ajude a construir UM MUNDO MELHOR e SEJA FELIZ!
Faça sua doação, ajude nosso Movimento:
Caixa Econômica Federal Ag.: 1576 Conta: 55267-1 Op.: 13
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
ENTREVISTA COM O PROF. JAYA NA SEXTO SENTIDO
ESTAMOS SÓS NO UNIVERSO?
Depois de sua estreia na Revista "Filosofia" com "A Existência como Representação da Vontade", agora o Prof. Jaya tem a satisfação de ver publicada sua entrevista a outra revista da Mythos Editora. Desta vez, trata-se da "Sexto Sentido - As Novas Dimensões do Conhecimento Humano" (ed. 118, p.28-33).
O Prof. Jaya, juntamente com mais quatro outras pessoas de áreas diferentes do conhecimento, assim como de crenças diferentes também, respondem a 10 perguntas baseadas no temática principal, que dá note à matéria: "Estamos sós no Universo?".
Na chamada de capa da Revista lê-se: Estamos a sós no cosmos? Leia o que cinco estudiosos têm a dizer sobre a possibilidade de vida extraterrestre. E na contra-capa (detrás), a chamada da matéria ganha destaque logo de início, onde se lê: LEIA NESTA EDIÇÃO: VIDA EM OUTROS MUNDOS - Cinco grandes estudiosos analisam as possíveis implicações para a religiosidade da humanidade, caso a vida extreterrestre seja comprovada. - Eurípedes Kuhl - espírita; Léo Artése -xamã; Jaya Hari Das - filosófo; Carlos Bella - cético e Erick Schulz - espiritualista.
Nós do MOFICUSHINTH* estamos honrados com a participação do nosso diretor e fundador nessa entrevista e esperamos que os leitores fiquem satisfeitos com sua abordagem ao tema e com suas respostas às perguntas.
Já deixem, portanto, de conferir a entrevista.
Todo o trabalho do nosso diretor marca significativamente a nossa participação como Movimento Filosófico nas questões culturais e do conhecimento humano.
Secretário de Comunicação
terça-feira, 29 de novembro de 2011
ANIVERSÁRIO DO NOSSO FUNDADOR
UMA DATA MEMORÁVEL
No Bhagavad Gita, Krishna (representando a Consciência Superior diz a Arjuna (representando a consciência individual) que, dos meses do ano, "Ele" é novembro e dezembro, e eis que temos a satisfação de ter conosco durante 47 novembros aquele que deu vida a este Movimento, o criador e sistematizador da Terapia Hari*, nosso diretor e fundador, o Prof. Jaya, que, exatamente hoje, completa anos.
São muitas as atividades do nosso patrono, pois ele sendo filósofo, músico, poeta, escritor e professor de língua estrangeira, atua na Filosofia, na Arte, nas Letras, na Educação etc. etc., numa incansável labuta, que faz dele um exemplo para nós, seus amigos e membros do MOFICUSHINTH*.
Estamos em festa, nesta data memorável, mas, acima de tudo, estamos em Meditação Ativa, por este momento solene, que abre as portas para um novo ciclo de grandes realizações, fazendo uma corrente de vibrações positivas, para que nossos afiliados e companheiros, a exemplo do nosso fundador, estejam sempre em MOVIMENTO ASCENDENTE.
Juntos entoamos a saudação ao nosso louvável aniversariante: Jaya Hari Das, ki jay!!!
Secretário de Comiunicação
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
JAYA: UMA VIDA EM MOVIMENTO (Parte III)
ESTUDANDO A VIDA E ENSINANDO A VIVER
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| Indo aos livros |
Desde muito cedo, o jovem Jaya mostrou-se muito inteligente e aplicado nos estudos. Orgulho de sua mãe nas reuniões da Escola, pois sempre ouvia elogios ao filho. Nas datas comemorativas, era ele que fazia as pesquisas e delas tirava alguma frase espirituosa ou compunha um poema para ser declamado pela equipe da qual fazia parte. Era um membro disputado, pois os colegas sabiam que com ele uma boa nota estaria garantida. Passou boa parte de sua vida escolar em escola pública, até que, devido ao reconhecimento como excelente aluno, foi “alavancado” para uma escola particular. Ali, o mundo se abriu de forma extraordinária para ele. Tudo era muito diferente. A escola pública estava (e ainda está) muito aquém da disciplina e dos recursos encontrados nas escolas privadas. Logo foi reconhecido como um aluno exemplar e isso num ambiente muito mais competitivo e seleto.
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| Aprendendo a caminhar |
Fez vários estudos das religiões comparadas; aprofundou-se nas raízes do cristianismo e foi ali que viu todos os erros e descaminhos de uma cultura religiosa que “pesou sua mão” sobre o Ocidente, de tal forma que criou uma série de empecilhos e limitações para uma visão mais ampla das coisas espirituais. Foi nessa época que ele tornou-se membro do Movimento Hare Krishna e, consequentemente, aderiu ao vegetarianismo. Casou-se ainda na década de 1980, com 21 anos de idade apenas, e teve dois filhos. Mais tarde, filiou-se à Ordem Rosacruz (AMORC), da qual recebeu muita informação e pode aplicar muitos experimentos em sua própria vida. Dedicou-se mais e mais à prática diária da Meditação e do Mantra-Yoga. A partir daí, começou a tecer seu próprio caminho, sem saber ainda ao certo onde tudo poderia dar.
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| Com alunas do Curso de Inglês |
Ainda na década de 1980, começou a lecionar Inglês em escolas particulares e, no início da década seguinte, já era professor de cursos de inglês. Sempre muito querido por seus alunos, ele logo se destacou entre seus colegas de profissão.Entrou na Universidade somente em 1999 para cursar Filosofia e costuma dizer que seu estudo filosófico tem dois momentos: um antes e outro depois da Universidade; enquanto cursava fazia apenas o que os professores queriam que ele fizesse, estudava somente os filósofos que eram pedidos, o que reduzia em muito suas pretensões por lá. O lado positivo da passagem pela Universidade foi a sistematização do estudo e a própria experiência universitária – o contato com os colegas e a atmosfera do ambiente.
O Prof. Jaya diz que, na Universidade, teve poucos professores dignos de referência, talvez um ou dois, mas fora dela, os mestres foram muitos, e cita alguns: Arthur Riedel, Emile Couè, Helena P. Blavatsky, Krishnamurti, Ramakrishna, Srila Prabhupada, Swami Rama, Schopenhauer e Nietzsche. O Prof. Jaya já tirou muitas lições da Vida e diz que ainda há muito o que aprender e é com essa experiência que ele deseja partilhar com todos o resultado de tudo que tem aprendido – a Terapia Hari*.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
JAYA: UMA VIDA EM MOVIMENTO (Parte II)
A INFÂNCIA
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| Pedro e Lili |
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| O pequeno Jaya |
O Prof. Jaya é o 8º filho, dos nove que teve o casal Pedro e Lili, que, infelizmente, não está mais entre nós, neste mesmo nível existencial. O pai foi um homem rigoroso com a família, nada afeito a “modernidades” entre os filhos, porém, intimamente e consigo mesmo, era um romântico inveterado, que depois do trabalho (era contador) ia “bater-papo” com seus amigos em um boteco qualquer longe de casa, esquecendo-se do avançado das horas. Sua mãe, uma mulher religiosa e de padrões antigos, dedicada ao lar e aos filhos; não parecia ter sonhos ou objetivos a realizar na vida, satisfazia-se em ser zelosa para com os seus deveres e bondosa para com os seus entes queridos.
Quando criança, o pequeno Jaya já demonstrara traços de uma personalidade forte (geralmente, chamados de “teimosia”), apesar de não ser irriquieto – passava horas brincando sozinho no quarto ou no quintal (tão quieto, que a irmã mais velha muitas vezes, não o vendo por perto, saía a sua procurando pela casa, dizendo bem alto: “Onde está esse menino, meu Deus?”).
Seus irmãos eram seis mulheres e dois homens – estes dois também já não estão entre nós, nem participaram muito da infância do menino Jaya, devido a grande diferença de idade (dez anos a mais).
O fato é que ali, no seio daquela pacata família, nascera e criara-se este que temos a oportunidade e a satisfação de ter hoje, compartilhando seus sonhos e objetivos conosco, pondo nossas vidas em Movimento.
Prof. Jaya, ki jay!!!
Hj. Narada Krishna
Secretário de Comunicação
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