sexta-feira, 17 de agosto de 2012

FILOSOFIA EM MOVIMENTO


A FILOSOFIA PRÁTICA DO NOSSO FUNDADOR
Entregando donativos
 No Hare Krishna










Ao lado do Prefeito
Participando de evento
Há pelo menos 3 décadas ele vem atuando em várias áreas profissionais e trabalhando com afinco para fazer da (sua) Filosofia uma atividade prática, útil à vida cotidiana.
Graduando
Ministrando aula
Tudo começou ainda na década de ’80 quando, tendo concluído o ensino médio (antigo 2º Grau), em vez de preparar-se para enfrentar o vestibular, como é comum aos jovens daquela idade, ele preferiu enveredar pelo caminho da busca interior. Assim, em 1983, tendo conhecido o Movimento Hare Krishna, passou a ser um seguidor (bhakta), começando ali a prática da Meditação, do Bhakti Yoga e do Mantra Yoga, o que teria contribuído, e muito, com seu autoconhecimento. Quase concomitantemente, filiou-se à Ordem Rosacruz (AMORC), passando a fazer estudos mais aprofundados dos assuntos esotéricos e místicos, através das monografias que recebia semanalmente. Enfim, tudo isso, além de outros estudos e práticas que já fazia, completaram um arcabouço de conhecimento com o qual viu-se pronto para sistematizar sua própria filosaofia – a Terapia Hari.
O Prof. Jaya Hari Das, de quem estamos falando, é, sem sombra de dúvidas, o filósofo maranhense mais ativo dos últimos anos. Sua graduação em Filosofia ocorreu somente em 2005, quando então já era tempo de pôr em pratica um trabalho mais amplo, que não não se restringe à área da Filosofia – ele leciona Língua Inglesa há mais de 25 anos e, atualmente, tem se dedicado a ajudar muitos jovens, que buscam uma vaga nas universidades, a redigirem bem, através dos seus cursos de Redação. Além disso, seus artigos em Filosofia e Espiritualidade podem ser encontrados facilmente, nas bancas de todo o país, em pelo menos duas revistas de diferentes editoras nacionais. Por duas vezes, foi capa de revista pela Editora Escala, com os artigos “A Vida é bela em Schopenhauer” (muito elogiada por leitores e até por seu editor) e “Immanuel Kant, um divisor de águas” (que já foi utilizado até em provas de sala de aula, como texto de consulta para matéria de prova).

Com seu trabalho como músico (intérprete e violonista), faz shows em bares e restaurantes da ilha de São Luís e participa de inaugurações, convenções, aniversários, casamentos e todo tipo de evento social no qual se solicite uma performance musical.

Recentemente, esteve ao lado do atual prefeito da capital, ocasião em que foi fotografado ao lado dele e do gerente da nova agência do Banco do Brasil em São Luís, no momento em que solicitava melhorias para nossa cidade. E, no ano passado, durante as festividades do Dia da Criança, quando este Movimento arrecadou donativos para o Lar Pouso da Esperança, ele próprio foi entregar pessoalmente brinquedos, roupas, chocolates e bombons às crianças e adolescentes da Instituição abrilhantada.

          Como poeta, que também é, conquistou no 23º Festival Maranhense de Poesia o 3º Lugar do Júri Técnico com “Sem eira nem beira”, de sua autoria, e está com um livro pronto para ser publicado cujo título é “Poemas que Nietzsche jamais escreveu – Filosofia Poética”.

Enfim, as atividades do nosso diretor e fundador são tantas e tão prolíferas que nos orgulha a todos deste Movimento, sendo por si mesmas o fator por excelência de estarmos seguros de que aqueles que aceitarem nosso convite para ser membros ou colaboradores dessa nossa iniciativa terão a garantia de estarem participando e contribuindo para uma sociedade maranhense melhor, para um futuro melhor e, consequentemente para um mundo melhor. Por isso o saudamos: “Jaya Hari Das ki jay!”. 

ASCOMOVI: Assessoria de Comunicação do Movimento

sábado, 26 de maio de 2012

A VIDA DIGNA DE SER VIVIDA


AS NOVAS CONQUISTAS  DESTE MOVIMENTO

Este Movimento Filosófico foi idealizado pelo Prof. Jaya Hari Das, assim que ele sentiu a  necessidade de divulgar a Terapia Hari*, criada por ele mesmo, que levou cerca de 10 anos para ser sistematizada. Nossas atividades são patrocinadas por membros e colaboradores, mas grande parte do que somos e da visibilidade que temos hoje, até nacionalmente, se deve ao incessante trabalho filosoficoliterário do nosso diretor/fundador.

Além da publicação de um artigo inteiro só sobre este Movimento na revista Grandes Temas do Conhecimento – Filosofia (Mythos Editora), o Prof. Jaya já publicou muitos outros em duas outras editoras (Escala e Três), sendo por duas vezes suas as matérias de capa dessas edições.

A conquista mais recente do professor foi emplacar mais um artigo como matéria de capa da revista Conhecimento Prático – Filosofia Nº36 (atualmente nas bancas). Seu “Immanuel Kant, um divisor de águas” estampa a atual edição dessa revista, o que nos dá muito orgulho e, como sempre, também nos põe em cenário nacional, uma vez que, junto aos créditos de sua autoria, ele é citado como “o criador da Terapia Hari e diretor/fundador do MOFICUSHINTH”.

No dia 31/05, o Prof. Jaya ministrará uma palestra na Faculdade Atenas Maranhense – Fama (Av. São Luís Rei de França), a qual terá por tema “A Transvaloração da Educação”, título de um de seus artigos, que participará de um livro sobre Nietzsche, a ser publicado em breve pela Editora Escala.

É por essas e outras tantas razões que nós, membros deste Movimento Filosófico, desejamos oferecer nossas homenagens ao nosso fundador, na certeza de que ele e, consequentemente, nós também, estamos ainda por galgar muitos e muitos degraus na escada que levaa um reconhecimento verdadeiro e duradouro, da parte daqueles que apreciam, trabalham e/ou vivem da Filosofia – ou, como já disse um antigo grego, “da prática da vida digna de ser vivida”. Portanto, ao Prof. Jaya nossos parabéns, nosso reconhecimento e nossa gratidão!  

quarta-feira, 18 de abril de 2012

CONQUISTAS DO NOSSO MOVIMENTO

NOVAS OPORTUN IDADES E NOVAS PARCERIAS

O Prof. Jaya fez, ontem à tarde, uma visita à Faculdade Atenas Maranhense –FAMA, quando encontrou-se com a Coordenadora de Pedagogia (Profª.Yáskara) e a Professora de Filosofia (Profª. Adriana) e acertou sua participação no evento transdisciplinar, que ocorrerá naquela faculdade, no final do mês de maio próximo, apresentando uma palestra sobre “O Papel da Filosofia e da Educação na Vida Cotidiana”. Nessa oportunidade, ele falará também sobre a Terapia Hari e sua prática filosófica, como ensinamento e terapêutica para as pessoas que vivem a correria estressante nas cidades do mundo atual. Ele abrirá sua palestra com um breve relaxamento e encerrará, respondendo às perguntas dos alunos.

Além disso, também ontem, nosso diretor, em conversa com as empresárias Fabiana e Renata, proprietárias dos Salões de Beleza “Fabiana Coiffeur” e “Estrelas”, respectivamente, conquistou duas novas parcerias, e agora já estamos contando com ambas para a nossa PROMOÇÃO “DIA DAS MÃES”. A primeira nos concedeu UMA HIDRATAÇÃO PROFUNDA para qualquer tipo de cabelo e a segunda, UM CORTE COM LAVAGEM, que serão sorteados em nossa Promoção de maio.

Os pontos de rifa custam apenas R$2,00 (dois reais) e estão disponíveis para compra com nossos membros afiliados ou pelos telefones 8853-1401 e 8468-0985.

PARTICIPE! MOVIMENTE-SE! VENHA PARA O MOFICUSHINTH!

Comunicação MOFICUSHINTH.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

AGENDAMENTO DE PALESTRAS E TEMAS

CONHECENDO A T.H* E O PAPEL DO MOFICUSHINTH*

O Prof. Jaya estará disponibilizando seu tempo para ministrar palestras para amigos, simpatizantes  e membros do Movimento, assim como  toda a comunidade ludovicense, para divulgação da Terapia Hari*  e do trabalho realizados pelo MOFICUSHINTH*.

Além das instituições (escolas, universidades, associações, etc) que queiram promover e/ou apoiar essas palestras, qualquer pessoa física, que tenha interesse nesse nosso trabalho, poderá solicitar uma palestra, bastando, para tanto, reunir alguns amigos, familiares e/ou colegas da sua empresa e, se assim desejar, escolher um dos temas oferecidos aqui.

Cada palestra deverá ter duração máxima de 60 minutos, com mais 20 min. para perguntas e respostas (não serão permitidas perguntas durante a preleção do Professor Jaya). A estrutura para cada palestra deve ser dada pelo responsável por reunir as pessoas do grupo. Esse responsável não é um contratante, portanto, não terá encargos ou ônus para com o palestrante, mas pode, eventualmente, considerar uma arrecadação junto aos participantes, no sentido de fazer uma doação ao nosso Movimento. Outra forma de incentivo é a arrecadação de alimentos não perecíveis, para serem doados a entidades já cadastradas pelo MOFICUSHINTH*.

Para solicitar palestras, os interessados devem enviar e-mail para moficushinth@yahoo.com.br informando seus dados pessoais ou da empresa, telefones para contato, tipo de interesse, quantidade provável de participantes e o tema que deverá ser abordado.

A divisão das palestras em temas foi necessário por dois motivos relevantes: 1) as explanações sobre toda a abrangência da T.H* não caberia em uma única palestra; e 2) os participantes poderão fazer a escolha dentro de seus interesses.

Abaixo, a relação de temas a serem abordados nessas palestras. Qualquer dúvida que ainda persista  ou sugestões de outros temas devem ser enviadas ao nosso e-mail. Obrigado a todos! 

- O QUE É A TERAPIA HARI*?  Os Fundamentos de uma Terapia Holística e Definitiva;
- O QUE É O MOFICUSHINTH*? - A Atividade Filosófica em Movimento;
- T.H*, FILOSOFIA E ORIENTALISMO - As Bases Filosóficas e a Aplicabilidade da T.H* no Cotidiano;
- ATMAN, PARAMATMAN, JIVA E PERSONALIDADE - Termos, Temas e Teorias da T.H*;


Depto. de Comunicação MOFICUSHINTH* 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

MOFICUSHINTH* PARA TODO O BRASIL


NOSSO MOVIMENTO NAS BANCAS DE TODO O PAÍS

Esta sexta-feira, 13/01/12, é nosso dia de sorte, pois é o dia em que registraremos aqui no nosso blog, para levar ao conhecimento de todos, membros e não-membros do MOFICUSHINTH*, mais uma conquista realizada por nosso diretor/fundador, o Prof. Jaya. Trata-se da publicação de seu artigo “Movimento Filosófico “Cura do Ser Humano Integral” Terapia Hari, que já está circulando nas bancas de revistas de São Luís e de todo Brasil, levando o nome do nosso Movimento aos quatro cantos deste país.


A Revista Filosofia ed. Nº07, da Mythos Editora, traz uma matéria exclusiva sobre o nascimento da Terapia Hari*, como o Prof. Jaya iniciou sua sistematização, como lhe veio essa ideia e esse ideal, logo na virada do milênio, o que, anos mais tarde daria origem ao MOFICUSHINTH*. A matéria é, na verdade, um depoimento sincero e vivaz  sobre toda a trajetória do Professor até culminar com o que seria a T.H* e este Movimento.

Esta edição da revista Filosofia, além da matéria sobre nós, traz um outro artigo do Prof. Jaya, “Para que Filosofia?”, no qual é tratada a questão do retorno da Filosofia ao currículo escolar, de maneira jovial e ficcional. O Prof. Jaya cria um personagem, um estudante do Ensino Médio, que viaja numa máquina do tempo e vai conhecer de perto os primórdios da Filosofia e seus principais representantes, os gregos. Escrito de uma maneira didática e de fácil compreensão, o artigo pretende enfocar aquilo sobre o qual  nosso fundador mais fala em suas preleções nos nossos encontros e com as pessoas para as quais divulga o nosso Movimento – a necessidade da Filosofia estar presente, de forma consciente, em nosso dia-a-dia.

Essas publicações são o resultado de um trabalho incansável do nosso diretor/fundador e de uma parceria harmoniosa e frutífera feita com a Mythos Editora, a quem agradecemos de coração, nas pessoas de Ana Elizabeth Cavalcanti e Renata Anicelli Palácios (editoras da revista Filosofia). 
MUITÍSSIMO OBRIGADO!!!
   

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

UFMA ENTREVISTA O PROF. JAYA


21/12 - 16h26Filósofo graduado pela UFMA fortalece estudos sobre Filosofia com publicações em revistas nacionais
Sob o pseudônimo Jaya Hari Das, Carlos Wagner Bastos também emplacou artigos em livros

SÃO LUÍS - Qual passo deve ser dado depois da graduação? O filósofo e escritor Carlos Wagner Lima Bastos (46) resolveu dar continuidade às pesquisas iniciadas na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e produziu artigos sobre temas variados do universo filosófico. Desde que concluiu o Curso de Filosofia na Universidade, em 2005, ele emplacou 10 artigos em revistas nacionais sob o pseudônimo Jaya Hari Das, o que contribui para a divulgação da pesquisa científica desenvolvida no Estado.

Na edição de nº 4 da revista Ciência & Vida, publicada em outubro de 2006, Jaya Hari produziu o artigo “Um dançarino chamado Zaratrusta”, adaptação de um dos capítulos do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado à UFMA. A partir da experiência, o filósofo fundou o movimento filosófico Terapia Hari, no qual o grupo faz abordagens e discussões filosóficas em conjunto com práticas orientais, como o mantra Ioga.

Outro artigo de Hari, “A vida é bela em Schopenhauer”, foi destaque de capa da edição de nº 27 da revista Conhecimento Prático. Na publicação, ele afirma que o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788 – 1860) na verdade não era pessimista, como tratado no campo científico. Sobre tais proposições, Jaya Hari explica a importância da UFMA para suas produções. “Nesses artigos eu mantenho a linha do que aprendi na Universidade”.

Já em relação à construção do conhecimento sobre a ciência filosófica, Hari conta como a graduação o ajudou: “eu já lia Filosofia antes de entrar na UFMA. O Curso me permitiu sistematizar o conhecimento sobre o assunto e sobre os autores”, ressalta.
Jaya Hari também tem publicações em outras revistas, como a Coleção Guias de Filosofia: Nietzsche, e terá dois artigos publicados em um livro sobre filósofo Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844 -1990), a ser publicado.







Revisão Carla Morais
Lugar: Campus do Bacanga
Fonte: Luciano dos Santos - Ascom
Notícia alterada em: 21/12/2011 16h50

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

MANTRA-YOGA E TERAPIA HARI*


O SER HUMANO CANTANDO PARA SI MESMO

O Beatle George Harrison praticando Mantr

O texto que passaremos a transcrever a seguir foi originalmente escrito no Yoga Jornal Brasil, disponível em http://yogajournal.terra.com.br Nossa intenção aqui é levar ao conhecimento dos leitores deste blog como o Mantra é reconhecido entre os praticantes do Yoga e milenarmente na Índia, berço dos Upanishads (textos que tratam sobre todo o sistema do Yoga, nas suas diversas vertentes). No entanto, é necessário esclarecer que a T.H* não reconhece nenhuma prática, por mais venerada e aceita por sábios, religiosos, ou mesmo filósofos, como sendo uma "dádiva ou revelação divina" - isto é, que um Deus ou deuses tenha,  por sua graça a revelado aos homens para que obtivessem algum tipo de resultado que, sem a intervenção divina, não poderia ser alcançado.

Insistimos: a relação da T.H* com qualquer prática milenar, tradicional, ou mesmo religiosa, é e sempre será no sentido de explicá-la à luz da razão e do conhecimento "puramente humanos", sem qualquer possibilidade ou intencionalidade que diga respeito a entidades tidas como extra-humanas ou divinas. Que o texto sirva a esse propósito e os leitores, após lê-lo, poderão deixar seus comentários com suas perguntas ou dúvidas, para que sejam respondidas posteriormente aqui mesmo no blog ou diretamente nos e-mails de cada. Boa leitura!


MANTRAS
Por: Greice Costa

Afinal, para que servem os mantras?


É possível que você já tenha entrado em contato com um mantra antes mesmo de fazer um asana. Em muitas aulas de Yoga, há a invocação de certos mantras em homenagem à prática ou ao guru. Mas você sabe por que entoamos os mantras? Pedro Kupfer dá a idéia básica:
Para que servem os mantras?

A palavra mantra significa em sânscrito "instrumento para o pensamento [adequado]" ( man = pensamento, mente; tra = instrumento). Basicamente, um mantra é um som que tem um significado e tem como objetivo lembrar algo importante para o praticante. Esse som pode consistir em um monossílabo, como o mantra Om, uma frase curta, como Om Gam Ganapataye namah ("eu saúdo Ganesha, o deus-elefante"), ou uma estrofe de 24 sílabas, como é o caso do Gayatri mantra. O mantra pessoal é prescrito tradicionalmente por um mestre, em função da necessidade do praticante. 

Como podemos usar os mantras na prática? Por exemplo, quantas vezes podemos entoá-lo?

Tradicionalmente, um número razoável de repetições é 108. Para um mantra polissilábico como o Gayatri, por exemplo, isso significa uns 20 minutos por prática. No entanto, há práticas como o purashcharana, em que se fazem 1000 repetições diárias até completar 2.400.000 ao cabo de sete anos. Isso totaliza 100.000 repetições por cada uma das 24 sílabas do mantra.

Outra maneira de usar os mantras é associar a sua repetição mental com a respiração, como no caso do ajapa japa, técnica que consiste em acompanhar a observação da respiração com a mentalização do mantra so'ham.

O que precisamos fazer para entoá-lo (ficar no silêncio, fazer mentalizações, etc)? 

O Kularnava Tantra nos ensina que há três formas de fazer um mantra: mentalmente, murmurando, e em voz alta. Dessas maneiras, considera-se que o mantra murmurado seja mais poderoso que aquele feito em voz alta, e que o mantra feito mentalmente seja mais eficiente que o murmurado. No entanto, a mesma escritura nos aconselha a mudarmos de técnica quando percebermos que estamos perdendo a concentração ou quando estamos nos distraindo, passando da repetição mental para a verbalização em voz alta ou vice-versa. É possível também associar o mantra com um yantra, um símbolo. Por exemplo, ao gayatri mantra corresponde o yantra do mesmo nome, que pode ser visualizado mantendo-se os olhos fechados ou focalizado com eles abertos durante a meditação. 

Quais são os efeitos do mantra? 

Os mantras têm a capacidade de servir como foco para que a mente se concentre. Ela tem a sua própria agenda e difícilmente pode ser controlada. Se você percebe essa dificuldade na sua meditação, significa que sua mente é totalmente normal. Respire aliviado, pois isso acontece com todo o mundo. Seu trabalho durante o mantra consiste justamente em trazer incessantemente a mente de volta para o som do mantra e refletir sobre seu significado. Isso traz como conseqüência o aquietamento da mente. Essa paz mental não é um fim em si mesmo, mas um meio para conseguir o discernimento, para preparar-se para a libertação, moksha. Muito embora os mantras possam ser usados para relaxar, combater a ansiedade ou o estresse, esse fim não deve ser esquecido.

Como funcionam? 

Conhecer o significado do seu mantra, se você tem um, é fundamental. Tem pessoas que afirmam que os mantras não têm significado, ou que saber o que o mantra quer dizer não é importante, para afastar a desconfiança dos cristãos, ou para apresentar a prática da meditação sobre eles como algo "científico". Se o mantra foi especialmente escolhido para você, como é que ele não tem significado? Como posso confiar na eficiência desse mantra ou nas boas intenções de tais professores? O Rudrayamala , um texto antigo de Yoga, diz: "Os mantras feitos sem a correspondente ideação são apenas um par de letras mecanicamente pronunciadas. Não produzirão nenhum fruto, mesmo se repetidas um bilhão de vezes." Mantras sem significado não funcionam. Todo mantra sânscrito significa alguma coisa ou aponta para algum aspecto da realidade, adequada como tema de reflexão para cada praticante. 

E por que cantá-los em sânscrito? 

Na tradição hindu, os mantras são considerados Shruti, revelação. Isso significa que esses sons não foram criados por um autor humano, mas percebidos em estado de meditação pelos sábios da antigüidade, chamados rishis. Esses sons descrevem as diferentes revelações que estes sábios tiveram, e servem como indicadores para orientar os humanos em direção ao autoconhecimento. Por exemplo, os mahavakyas, as grandes afirmações da tradição dizem: aham Brahma'smi, "eu sou a Consciência do universo", tat tvam asi, "tu és Isso (Brahman)", etc. 

A língua sânscrita é considerada uma língua revelada, portanto sagrada, assim como o aramaico, o hebraico ou o latim o são para a religião judaico-cristã. Como língua, o sânscrito tem a virtude de conseguir comunicar nuanças de significados muito sutis, e sua vibração sonora produz efeitos não somente na mente mas também, por ressonância, nos corpos energético e material.

#Matéria publicada originalmente na YJ #5