domingo, 24 de julho de 2011

CONHECIMENTO UNIVERSAL

Vedas*


A palavra sânscrita Veda é derivada do radical Vid, que significa conhecer. De Vid vem Vidyaa, que significa um trabalho que concede conhecimento. Portanto, Veda significa Conhecimento. Os Vedas são um estoque de conhecimento - tanto do mundo físico, quanto espiritual.
Os Vedas e as Vedaangaas (Ciências Védicas) abrangem Música, Literatura, Física e Química, Botânica e Biologia, Matemática, Engenharia e todo conhecimento relacionado a este mundo, assim como o conhecimento espiritual relacionado ao nosso Eu interior.

Os Vedas não têm Origem Humana
Os Vedas também são chamados de apaurusheya - de origem não humana. Os sábios cujos nomes estão associados com várias canções não são os compositores das canções. Eles são meramente os instrumentos que viram (ou ouviram) as canções. Tanto que, os sábios são as vezes considerados como profetas ou videntes. Os profetas védicos têm o nome de mantra-drashtaas. Um drashtaa é aquele que vê.
Quando os sábios estão meditando, os mantras dos Vedas aparecem para eles, na forma de um lampejo, em seus corações. Enxergar ou olhar não significa única e exclusivamente o que os olhos podem distinguir e compreender. É algo que supera todas as formas de percepção e todas as formas de cognição.
Quando dizemos que um homem já viu todo tipo de sofrimento em sua vida, implicaria que o termo ver seria somente aquilo que ele viu com seus olhos? O termo mantra-drashtaa também poderia ser aplicado em uma maneira similar referindo-se àquilo que é compreendido através de uma visão interior. Os sábios eram capazes de ouvir os Vedas em seus corações.

Os Vedas são Infinitos e Atemporais

Os Vedas também são considerados como anantaa e anaadi - infinito e atemporal. Isaac Newton, através de seu árduo trabalho, inteligência e experimentos, descobriu que há um poder de atração chamado gravidade, que é natural da Terra. A partir daquele dia, nós passamos a acreditar que a Terra tem o poder de atração. A Terra não tinha este poder de atração antes de Newton?
Na verdade, desde a origem da Terra , sempre existiu o seu poder de atração. Da mesma maneira, os Vedas são a respiração da vida dada a nós através de Deus e existem desde o início dos tempos. Os Rishis são os profetas dos Vedas. Se os Rishis tivessem composto os Vedas, eles não poderiam ser chamados anaadi. Portanto, eles não os compuseram. Os Vedas não têm autoria humana. Rishis são apenas os drishtaas (videntes e descobridores), não os kartaas (criadores ou compositores).
Isto é similar a Colombo descobrindo a América - ele não criou a América, ela já existia muito antes dele a descobrir. Ele simplesmente fez com que o continente fosse conhecido pelo mundo. Igualmente, os Rishis são apenas os receptores do que existe no Universo na forma de sons.

Os Vedas são Universais

"Está a gravidade da Terra limitada ao país ao qual Newton pertencia? Quando pessoas inteligentes que pertencem a um país descobrem algo relacionado à Natureza, aquele conhecimento é para o mundo todo.

Da mesma forma, o conhecimento dos Vedas são universais e devem ser disponibilizados para pessoas do mundo inteiro.Os Vedas não fornecem nenhum espaço para distinção baseada em religião ou nacionalidade. Eles prometem proteger todos aqueles que seguem as prescrições védicas.
Quem quer que caminhe mais próximo aos Vedas, os Vedas (e os princípios védicos) irão caminhar mais próximo destes. Os Vedas exaltam o Ser Supremo do Universo com diferentes nomes. Desde quando o mais antigo Rishi não tinha tido a oportunidade de apresentar os Vedas por meio de um ângulo coletivo, os Vedas têm sido submetidos a concepções distorcidas e críticas.
No entanto, se alguém estava a reconhecer a interpretação mais ampla subjacente dos mantras védicos, então não há lugar algum para estas distorções. O mais antigo Rishis penou para entender a verdade escondida nos Vedas.
As vibrações de suas práticas espirituais se espalharam Universo afora. Eles não são limitados à Índia (Bharat) ou a qualquer outro lugar em particular. Eles podem ser praticados em qualquer lugar do mundo, tanto na América quanto na Austrália. Sendo uma personificação da Verdade, eles não mudam de acordo com o tempo ou o lugar".


* Este texto é uma transliteração adaptada do original, de autoria de Sathya Sai Baba, considerado por nós um Avatar (um ser humano ou jiva que alcançou o nível de Consciência Cósmica).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

CARTA-CONVITE

O MOVIMENTO E AS VANTAGENS DE SUA FILIAÇÃO





O MOFICUSHINTH* (Movimento Filosófico “Cura do Ser Humano Integral” – Terapia Hari*) foi fundado por Jaya Hari Das, para difundir um novo sistema filosófico de compreensão do Ser Humano, do Universo a sua volta, das Leis desse Universo e de suas atividades enquanto parte e parcela da Totalidade – aqui denominada de Hari.
Este Movimento Filosófico foi desenvolvido a partir do arcabouço de conhecimentos legados à Humanidade por sábios do Oriente e do Ocidente, sendo, portanto, um amálgama da Sabedoria Oriental e da Filosofia Ocidental.

O principal objetivo deste Movimento é divulgar a Terapia Hari (T.H.*), levando a todos que se interessarem por essa nova compreensão terapêutica holística do Homem os benefícios de uma Terapia Transcendental e Definitiva, que trata das causas e não dos efeitos das mazelas existenciais, utilizando apenas a Filosofia, a Psicologia e as práticas orientais do Yoga, da Meditação e do Japa (entoação de mantras).
Este Movimento não é de temática metafísica ou religiosa. Pelo contrário, ele nega a necessidade de buscarmos respostas metafísicas para nossos problemas ou de buscar ajuda ou consolo em qualquer divindade. Ele se propõe a debater os temas clássicos da Filosofia que sejam úteis à aplicação cotidiana, de maneira a manter o ser humano desperto para sua verdadeira identidade, e a refutar as noções errôneas e perniciosas, a despeito de que tenham sido, até o presente momento, merecedoras de apreço, por se tratarem de teorias, conceitos ou definições elaboradas por homens considerados ilustres, ou mesmo por terem sido incorporadas pela tradição e pela cultura.
Este Movimento, na pessoa de seu fundador/diretor e afiliados, respeita e se conduz conforme as leis vigentes neste país e se compromete a ser mais um instrumento de aprimoramento desta sociedade e da Humanidade em geral.
Este Movimento não está vinculado a nenhum credo ou religião, a nenhum partido político, a nenhuma organização criminosa, a nenhum grupo que pratique atividades escusas, nem mesmo a qualquer outro movimento de atividade filosófica.

VANTAGENS DE SUA FILIAÇÃO:

- Descontos de até 50% em Cursos, Palestras, Workshops, Seminários, promovidos pelo Movimento;
- Direito a concorrer a uma vaga como 1º, 2º ou 3º Conselheiro, 1º, 2º ou 3º Secretário;
- Direito a tratamento com a Terapia Hari*, tanto para si quanto para seus dependentes diretos;
- Desconto de até 50% para tratamento coma T.H* para familiares ou indicados pelo afiliado;
- Participação nas reuniões, nas discussões filosóficas e nos estudos promovidos pelo Movimento;
- Carteira de afiliado que dá  direito a descontos nos estabelecimentos parceiros do Movimento;
- Divulgação de trabalhos filosóficos, artísticos, literários, nas mídias do Movimento;
- Divulgação do trabalho profissional e de habilidades entre os membros afiliados.

Agora que você já nos conhece, seja BEM-VINDO a este Movimento!

Hari Om! (Saudação universal a todas as nações, povos e etnias)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ADOTE ESTE MOVIMENTO

DEZ MANEIRAS DE ADOTAR O MOFICUSHINTH*

Conheça nosso Movimento, divulgue e colabore com ele.
Há muitas maneiras de colaborar. Veja algumas:

1- Contratando nossos serviços pelo e-mail moficushinth@yahoo.com.br;
2- Fazendo uma doação em dinheiro para Ag.: 1576 Op.:013 Conta Poup.: 55267-1;
3- Fazendo doação de material de escritório (contactar antes para saber as necessidades);
4- Filiando-se (Taxa de Inscrição: R$10,00 e Mensalidade: R$10,00 - saiba as vantagens pelo e-mail);
5- Divulgando em seu trabalho, faculdade, escola, entre amigos e familiares, pela Internet, etc, etc.;
6- Participando como voluntário (prestando serviços gratuitos dentro de suas habilidades ou formação para nossos afiliados);
7- Tornando-se parceiro (Empresas que assinem nosso blog e tenham sua logomarca divulgada em todos os nossos trabalhos editados);
8- Adquirindo nossos CD's da Terapia Hari* (Apenas R$10,00, pedidos pelo e-mail);
9- Promovendo encontros com amigos, colegas de trabalho, familiares, para que as atividades do Movimento e as práticas da T.H* sejam apresentadas (Valor da Palestra: R$20,00 por pessoa, exceto o anfitrião);
10- Outras formas não mencionadas aqui, que estejam a seu alcance.

Se você for amigo pessoal do Prof. Jaya, ex-aluno, ex-colega de universidade, amigo no Facebook, seguidor no Blog, estudante de Filosofia, professor de Filosofia, estudioso de assuntos filosóficos, admirador das grandes causas, etc, etc, este também é um forte motivo para participar.
Portanto, não fique aí parado. MOVIMENTE-SE!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

ACONSELHAMENTO OU ACOMPANHAMENTO FILOSÓFICO?

A FILOSOFIA APLICADA AO COTIDIANO

“O escritório de Lou Marinoff em Nova York é freqüentado por uma clientela muito semelhante à que vai aos consultórios de muitos terapeutas na cidade. São homens e mulheres angustiados, com problemas afetivos e profissionais, à procura de soluções para seus conflitos. Mas quem procura o dr. Marinoff não está interessado em manter longas conversas sobre padrões de comportamento, em discutir toda a sua vida desde as primeiras lembranças da infância. Nem quer encontrar a saída dentro de um frasco de antidepressivos. Quem vai ali busca uma nova filosofia.
            Filósofo, Lou Marinoff é o principal líder, nos Estados Unidos, de uma nova corrente de pensamento que retira a filosofia do seu castelo acadêmico e a devolve ao dia-a-dia, utilizando as obras dos maiores pensadores da história para ajudar as pessoas a resolverem seus próprios problemas. No aconselhamento filosófico proposto pelo autor, Platão, Aristóteles, Kant e Kierkegaard, entre outros, são o ponto de partida para pensar em questões como conflitos amorosos, mudanças profissionais e o temor da morte.
            O movimento surgiu em 1981 na Alemanha, com Gerd Achenbach, e hoje tem seguidores, na Holanda, nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Inglaterra, França, Israel, África do Sul e Hong Kong, entre outros países. Segundo Marinoff, os clientes são em sua maioria refugiados da terapia tradicional, pois muitas das terapias atuais não passam de “farmacologia neural”, e hoje são feitas prescrições “para pessoas que precisam tão-somente de uma discussão”.
            Mas o método de Marinoff não tem nada parecido com “leia aforismos e me ligue pela manhã”. Em Mais Platão, menos Prozac, o autor mostra como identificar um problema, expressar emoções construtivamente, analisar opções, contemplar uma filosofia que ajude a escolher e viver com a melhor opção e, por fim, resgatar o equilíbrio pessoal. Ilustrado com estudos extraídos dos principais conselheiros filosóficos, este livro demonstra a eficácia da filosofia aplicada aos problemas cotidianos, analisa como ocorreu o crescimento acelerado do aconselhamento filosófico e retoma o cerne da filosofia: cvolocar a vida em perspectiva.”

            O texto acima foi retirado do livro citado (Mais Platão, menos Prozac), no qual o autor (Lou Marinoff) expõe sua experiência pioneira no chamado aconselhamento filosófico, ou filosofia aplicada ao cotidiano.
            Meu trabalho com a Terapia Hari, apesar de enveredar inicialmente pela aplicação da Filosofia, ou melhor, dos ensinamentos filosóficos, legados pelos grandes pensadores ocidentais, não se detém simplesmente neles e não se propõe como “aconselhamento”. Mais precisamente, a T.H* se propõe como um “acompanhamento filosófico”, sustentado por um novo pensar filosófico (ao qual denomino de “novo sistema filosófico”), que vai além dessa metodologia iniciada na Alemanha e desenvolvida em toda a Europa e Estados Unidos.
            Vai além porque estabelece novos valores e novos significados a termos e expressões que, no caso do “aconselhamento filosófico”, ainda prendem o paciente a conceitos e valores errôneos e perniciosos à sua vida e à busca de solução para seus conflitos existenciais. Insisto em dizer que todas as terapias alternativas e aplicações da Filosofia, no sentido de dar qualidade à vida das pessoas e resgatá-las de seus problemas, têm seu valor e sua aplicabilidade, porém são “paliativas”. É claro que as pessoas que vivem este mundo pós-moderno (da pressa e do imediatismo) preferem um comprimido para curar a dor de cabeça a se deixar levar por todo um processo de diagnóstico e tratamento para resolução definitiva da causa da dor. Com isso, a medicina alternativa que se vê por aí ganha força e novos adeptos expressivamente.
            Para aqueles que têm pressa e não estão dispostos a rever seus valores e conceitos devo dizer que a T.H* jamais poderá ser o seu método terapêutico. Porém, para os que se propõem a uma efetiva cura de seus males existenciais e buscam novas perspectivas para suas vidas em conflito, a T.H* é, sem dúvida, a “theraphéia por excelência” para seus males.
            Portanto, se você pretende não somente a cura de sua vida, mas também o resgate de seu valor original e integral como Ser Humano, não deixe de conhecer a T.H*. O praticante/paciente da T.H* não precisa abandonar seus tratamentos já iniciados, principalmente os da medicina ortodoxa (salvo se estiverem diretamente em conflito com as novas diretrizes terapêuticas ditadas pela T.H*) e podem tirar proveito de outras práticas que digam respeito à suas crenças ou religião, mas é importante que sejam dedicados e esforçados nos exercícios e práticas que lhes forem prescritos dentro do tratamento da T.H*.
            Enfim, antes de tudo informe-se sobre a T.H* e, em seguida, solicite uma entrevista (gratuita), com dia e hora marcados, segundo sua conveniência e sem compromisso. Se, por acaso, a T.H* lhe parecer a via para o reencontro com o seu Ser Integral, não hesite, transforme-se num praticante e aguarde por seu resultados. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

SORTEIO DA CÂMERA DIGITAL

PROMOÇÃO MOFICUSHINTH* "DIA DOS NAMORADOS"

Nossa promoção do "Dia dos Namorados" foi um sucesso. O sorteio foi feito em ambiente público, na Pizzarella, no Pop Center, ontem (12/06), às 20:30h. 
Antes do sorteio, ainda fizemos a  venda de vários pontos, totalizando, ao longo do mês de junho, 299 pontos vendidos.
Gostaríamos de agradecer aos vendedores e compradores da rifa e reiterar que estas promoções têm o sentido de angariar fundos para o MOFICUSHINTH*, para que possamos realizar nossas atividades (para maiores informações, acesse neste blog as matérias "O Que é a Terapia Hari*" e "O que é o MOFICUSHINTH*".

A Câmera sorteada foi uma doação do Prof. Martinho (Pitoco), que muito tem colaborado com este Movimento, a quem agradecemos, mais um vez, em público.
O ganhador foi o jovem Magno, morador do Sacavém, dono do Salão Magno, que adquiriu, por apenas R$3,00 o bilhete Nº040297. A compra foi feita na manhã de sábado (11/06), no salão do mesmo. Oportunidade em que também foi feita a venda de um ponto para um cliente do Salão.
Na ocasião do sorteio (ontem à noite), foi solicitado a uma garotinha, que estava com a família na Pizzarella, que retirasse do saco (onde estavam todos os bilhetes vendidos) o tão esperado bilhete premiado. Após ter em mãos o bilhete com o nome do ganhador, eu próprio (Prof. Jaya) fiz a ligação para o sortudo ganhador. O prêmio foi entregue nesta manhã de segunda-feira (13/06) na porta do Salão do vencedor da nossa rifa.

Sentimo-nos satisfeitos com o resultado da rifa e gostaríamos de deixar claro que em todas as nossas atividades há transparência e idoneidade. O sorteio realizou-se em local de acesso público, no dia marcado, foram tiradas fotos sucessivas dos momentos da premiação, assim como da entrega do prêmio e tudo mais que se faz necessário para a confiança dos participantes.

Novamente, obrigado a todos, e continuem participando de nossas promoções.

PARABÉNS A MAGNO, GANHADOR DO SORTEIO DO DIA DOS NAMORADOS!!! 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

REVISTA PLANETA - ARTIGO

Agir ou não agir, eis a questão
Quem disse que as dificuldades humanas na administração da vida e dos seus problemas não podem ser amenizadas? Para isso existe o auxílio da música, da literatura e dos ensinamentos dos sábios, de ontem e de hoje. Quando a vida parece dizer não aos nossos sonhos, é preciso parar para pensar


Por Jaya Hari Das
"E agora, o que devo fazer?" Praticamente todos nós já nos fizemos uma pergunta como essa, ao nos depararmos com uma situação difícil de superar. A dúvida, o dilema e o medo de tomar a decisão errada, ou a aparente falta de opção, podem aparecer como principais entraves para qualquer iniciativa. Quando a própria vida nos desafia, é muito comum ficarmos paralisados, perplexos, impotentes diante do que momentaneamente se impõe como obstáculo.
Como dividir com os amigos essa aflição, quando muitas vezes nossos entes queridos estão implicados na questão e tememos machucá-los ou decepcioná-los? Como levar nossos problemas aos outros, se não queremos expor nossas vidas e nossas fraquezas? Além disso, mesmo que as outras pessoas apontem soluções, não conseguimos enxergar em nenhuma delas a verdadeira saída. Pensamos que "falar é fácil, fazer é que é difícil". Nosso desespero se agrava mais ainda quando, além de termos de tomar uma decisão, ainda nos preocupamos com as consequências de nossos atos - com os efeitos deletérios de uma escolha ruim ou de uma ação incorreta. Sentimo-nos sozinhos e impotentes para agir e para reagir contra as vicissitudes que desafiam a vida.
Quem, então, pode nos socorrer? Os amigos, os parentes, o padre, o pastor, os guias espirituais, os orixás, os santos, o anjo da guarda, Deus...? Como fugir das próprias prisões psicológicas? Como sair da sinuca do jogo existencial? Todas essas questões vêm à mente quando somos confrontados por grandes problemas de saúde, dificuldades financeiras, relacionamentos amorosos complicados, dramas familiares e profissionais conturbados. Só então somos naturalmente obrigados a pensar em nossa vida - forçados, na verdade, a repensá-la.
Viver é ter de tomar decisões e agir sempre. Decidir nada fazer já é uma ação que terá implicações, inevitavelmente. Por isso, quando diante da nossa vida abrem-se novas possibilidades, quando as portas se fecham para nossos objetivos e quando a vida parece dizer "não" aos nossos sonhos, é preciso que não estejamos acelerados demais; é preciso pisar no freio e reduzir a marcha. Eis aí uma estratégia que poderá promover a grande mudança de que precisamos, que nos porá de volta à estrada e desencadeará nosso turning point. Tal estratégia exigirá de nós desaceleração, introspecção e tempo para pensar e decidir. Porém, nem sempre sabemos como fazer isso ou pior, nem sempre há tempo para isso.



Parar para pensar
Vivemos em época de grande correria e estresse. Há muito já não somos mais visitados por grandes mestres, em carne e osso ou em aparições, mesmo quando oramos ou meditamos. Entretanto, ainda podemos recorrer aos ensinamentos legados por aqueles que já deixaram um rastro de sabedoria e de bênçãos visível do Oriente ao Ocidente. A coragem que nos fará reagir contra os obstáculos, ou a sabedoria que nos ensinará a esperar pacientemente uma resposta ou solução do problema, poderá encontrar ali sua fonte de inspiração. Grandes mestres como Krishna, Buda e Jesus são, sem dúvida, os mais procurados nas horas difíceis, mas não estão sozinhos no rol dos conselheiros dos homens em seus momentos de aflição. O sábio chinês Lao Tsé, que viveu entre os séculos 7 e 6 a.C, deixou seus ensinamentos registrados em 81 aforismos, no livro intitulado Tao Te King (O Caminho do Sábio), no qual podemos encontrar: "Quem de boa vontade carrega o difícil supera também o menos difícil. Quem sempre conserva a quietude é senhor também da inquietude. Por isso o sábio carrega de boa mente o fardo da sua jornada."
O taoísmo, a doutrina baseada nos ensinamentos de Lao Tsé, assim como todo o sistema filosófico oriental, fundamenta-se não no raciocínio lógico da filosofia ocidental e sim em intuições ou percepções sutis que desafiam nossa racionalidade. O wu-wei ("ação na inação", prática encontrada no zen-budismo) é um de seus princípios: "Agi pelo não agir! Sede ativos na inatividade! (...) Achai gosto no desgosto! O sábio prevê as dificuldades, por isso as supera", diz o aforismo 63 do Tao Te King. Isso significa enfrentar o obstáculo na quietude estratégica de simplesmente "esperar passar".
Resistência cívica
Mohandas Karamchand Gandhi, o Mahatma Gandhi, como ficou conhecido, lutou incansavelmente para libertar a Índia do domínio britânico. Sua vitória política foi parcial, mas sua vitória existencial foi total. Embora seu país liberto tenha sido dividido em Índia e Paquistão, sua atuação como seguidor de ahimsa (não violência) ficou para sempre nos anais da história e inspira tanto grandes líderes políticos quanto homens comuns em busca de vida íntegra e consciência tranquila. Gandhi deixou exemplos em ações e palavras. Dele ouvimos: "O tempo dos milagres não acabou. Com alguma fé em Deus e em sua proteção, estamos garantidos contra os sofrimentos insuportáveis. Aquele que resiste civicamente pode ter a certeza de que Deus o protegerá no momento difícil."



"Minha religião ensina-me que, quando a dor é insuportável, é preciso jejuar e orar"
Mahatma Gandhi

Aos que se sentem impotentes diante da adversidade, Gandhi reservou uma frase certeira: "Minha religião ensina-me que, quando a dor é insuportável, é preciso jejuar e orar." Foi exatamente assim que o Mahatma (palavra que significa "Grande Alma") derrotou um império.
Vivendo exilado em Dharamsala (Índia) desde 1959, Tenzin Gyatso, o 14º dalai lama (dalai quer dizer "oceano" e lama, "sabedoria" - portanto, "oceano de sabedoria"), resiste contra o regime político ditatorial da China e, de lá, manda mensagens de paz e resistência aos seguidores do budismo tibetano e a todos que simpatizam com sua causa, seu trabalho ou sua vida harmoniosa e disciplinada.
"Só há dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver"
Dalai Lama
O dalai lama sempre é visto sorridente e sereno, como um verdadeiro "oceano de sabedoria". Suas palavras servem como fonte de revigoramento e alívio a milhões no mundo inteiro. Dentre elas, temos: "Desenvolver força, coragem e paz interior demanda tempo. Não espere resultados rápidos e imediatos, sob o pretexto de que decidiu mudar. Cada ação que você executa permite que essa decisão se torne efetiva dentro de seu coração." Outro exemplo: "Só há dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver."
Sabemos muito bem que, mundo afora, há pessoas travadas no hoje simplesmente porque se ocupam em lembrar o ontem ou se preocupam demais com o amanhã. E outras tantas que deliberam em suas vidas mudanças radicais que jamais podem ser efetivadas, em vista de fatores que muitas vezes (ou quase sempre) independem delas mesmas.
Literatura inspiradora
Nascido em 1926, o guru indiano Sathya Sai Baba tem muitos de seus dons e proezas descritos no livro O Homem dos Milagres (Editora Record), do escritor australiano Howard Murphet. O professor e escritor José Hermógenes de Andrade Filho, um dos pioneiros no ensino de ioga no Brasil, ficou tão impressionado com o mestre indiano que se tornou seu discípulo. Um de seus ensinamentos é: "Sempre existirão a dor e a preocupação de um tipo ou de outro. Ponham sua fé no Senhor, cumpram seu dever e dediquem a Ele, e desaparecerão tristezas e inquietudes." Outro conselho: "A fé não é uma garantia de que não haverá morte ou maldade no mundo, nem dores na vida. A vida não foi criada para ser um mar de rosas e um depósito de riquezas. A fé habilita o devoto a ver o que a vida é, qual o plano de Deus, e melhorar a própria maneira de encarar a vida."
A boa literatura, mesmo a mais despretensiosa em questões espiritualistas, também serve de força transformadora da vida de muitos que não professam nenhuma fé, mas sentem necessidade de uma palavra encorajadora. Um dos livros que cumprem muito bem esse papel é A História de Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach. A gaivota Fernão não se contenta em ser mais uma no bando; quer conhecer novas paisagens, ampliar seu horizonte existencial. Quantos de nós não sentimos ímpetos de voos mais audaciosos? Quantos não se sentem presos, acorrentados a uma existência pequena e inexpressiva, enquanto a vida parece chamar para grandes aventuras?
"Tens alguma ideia de por quantas vidas tivemos de passar até chegarmos a ter a primeira intuição de que há na vida algo mais do que comer, ou lutar, ou ter uma posição importante dentro do bando?" Eis uma das questões importantes dessa obra. Infelizmente, para muitos, "comer" e "ter uma posição social de destaque" ainda são as preocupações mais relevantes. Muitos nem se deram conta de que "podemos subtrair-nos à ignorância, podemos encontrarnos como criaturas excelentes, inteligentes e hábeis. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!" Fernão foi repreendido, discriminado e enxotado do bando por causa dessa busca maior, desse afã indomável em sua alma, mas retornou vitorioso, realizado e feliz.



"Sempre existirão a dor e a preocupação de um tipo ou de outro. Ponham sua fé no Senhor, cumpram seu dever e dediquem a Ele, e desaparecerão tristezas e inquietudes"
Sathya Sai Baba
Arte transcendental
A música também é uma aliada nos momentos de tristeza ou solidão, preenchendo tanto o vazio interior quanto o exterior com acordes benfazejos e palavras revigorantes. Não somente a música erudita, mas qualquer música popular pode elevar o espírito. Por exemplo, a música Let it be, dos Beatles, não inspiraria uma espécie de wu-wei no ouvinte abatido in times of trouble (em tempos difíceis), em sua hour of darkness (hora da escuridão), como diz a canção? As palavras usadas pelo compositor Paul McCartney na canção não seriam verdadeiras words of wisdom (palavras de sabedoria)?
Na verdade, a arte como um todo, tanto sua criação quanto sua apreciação, pode fazer ascender mesmo aqueles que momentaneamente se sentem os mais ínfimos dos mortais. A arte aponta para a transcendência e transcende a realidade opressora, colocando o observador diante do sublime.
Outra fonte de ajuda é a prática da meditação e dos exercícios de ioga, que causa um salutar mergulho em nós mesmos. Nesse mergulho somos como gotas d'água que se atiram sem temor ao Grande Oceano do qual fazem parte. Assim, nossas identidades como 'gotas' se perdem na imensidão das águas, mas é exatamente ali que encontraremos a força e a orientação necessárias para voltar às nossas pequenas existências e realizar vidas gloriosas, pois a grande realização de cada coisa e de cada ente no universo é ser integralmente o que é - nem mais, nem menos (como defendia o filósofo grego Aristóteles) - e se conduzir no mundo sob os auspícios do Supremo Instrutor Interior.
"When I find myself in times of trouble Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom:
Let it be"

Let it be, The Beatles
Precisamos muitas vezes dessa voz interior. Helena Blavatsky, a criadora da teosofia, nos diz em seu A Voz do Silêncio que essa voz será sempre mais útil do que todas as vozes que entram por nossos ouvidos constantemente: "Podes criar 'hoje' tuas oportunidades de 'amanhã'. Na 'Grande Jornada' as causas semeadas a cada hora produzem cada qual sua colheita de efeitos, porque uma rígida Justiça governa o mundo. Com o potente impulso de sua ação infalível, ela traz aos mortais vidas de felicidades ou aflições, que são a progênie cármica de todos os seus anteriores pensamentos e atos." (Parágrafo 148) Na doutrina budista e na hinduísta, carma é a lei universal de ação e reação, que faz com que cada ato, vontade ou pensamento retorne a quem os gerou. Blavatsky também diz: "Os ramos da árvore são sacudidos pelo vento; o tronco permanece imóvel."
"Os ramos da árvore são sacudidos pelo vento; o tronco permanece imóvel"
Helena Blavatsky
A vida é um exercício-aprendizado perpétuo, em que uma lei insuperável nos impõe a necessidade de aprender fazendo. A vida não tem gabaritos ou respostas prontas e úteis sempre que uma situação semelhante advém à mesma pessoa ou a outrem. Mesmo quando estamos convictos de que fizemos o errado, a vida nos surpreende, mostrando-nos que nada foi tão errado assim; mas também nos assusta, ao deixar claro que aquela decisão tomada, com tamanha consciência de que era a mais acertada, nos trouxe consequências desagradáveis. Todos os resultados serão sempre parciais. O jogo sempre estará aberto a desafios e revanches. Vivemos a incerteza do que a vida quer de nós porque talvez também ela espere por um próximo lance, uma jogada inusitada desses bilhões de rebentos que nascem sobre a Terra.