Mostrando postagens com marcador MOFICUSHINTH. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MOFICUSHINTH. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A FILOSOFIA PRÁTICA DO NOSSO FUNDADOR

BATE-PAPO COM O PROF. JAYA HARI DAS (1 ª PARTE)


Há pelo menos uma década e meia, o Prof. Jaya Hari Das vem atuando em várias áreas profissionais e trabalhando com afinco para fazer da (sua) Filosofia uma atividade prática, útil à vida cotidiana.

Ainda na década de 1980, ele enveredou pelo caminho da busca interior. Em 1983, tendo conhecido o Movimento Hare Krishna, passou a ser um seguidor (bhakta), começando ali a prática da Meditação, do Bhakti Yoga e do Mantra Yoga, o que teria contribuído muito para o seu auto-conhecimento. Quase concomitantemente, filiou-se à Ordem Rosacruz (AMORC), passando a fazer estudos mais aprofundados dos assuntos esotéricos e místicos, através das monografias que recebia semanalmente. Enfim, tudo isso, além de outros estudos e práticas que já fazia, completaram um arcabouço de conhecimento com o qual viu-se pronto para sistematizar sua própria filosofia – a Terapia Hari.


O Prof. Jaya Hari Das é, sem sombra de dúvidas, o filósofo maranhense mais ativo dos últimos anos. Seu trabalho não se restringe à área da Filosofia – ele leciona Língua Inglesa há quase trinta anos; seus artigos em Filosofia e Espiritualidade podem ser facilmente encontrados, nas bancas de todo o país, em pelo menos duas revistas de diferentes editoras nacionais. Por quatro vezes foi capa de revista pela Editora Escala, com os artigos “A Vida é bela em Schopenhauer” (muito elogiada por leitores e até por seu editor), “Immanuel Kant, um divisor de águas” (que já foi utilizado até em sala de aula, como texto de consulta para matéria de prova), “A Intuição de Bergson” (no qual valoriza essa capacidade humana – a intuição – como sendo uma grande via para o real conhecimento, desde os primeiros filósofos) e “Nietzsche: A Tragédia Grega no Palco da Vida” (artigo em que relaciona a vida do filósofo com a própria tragédia grega, que ele tanto admirava).

            Além de filósofo e professor, também é músico e poeta. Conquistou o 3º Lugar do Júri Técnico com “Sem eira nem beira”, no 23º Festival Maranhense de Poesia, e está com um livro pronto para ser publicado cujo título é “Poemas que Nietzsche jamais escreveu – Filosofia Poética”.

É por essa razão que nós, do MOFICUSHINTH (Movimento Filosófico “Cura do Ser Humano Integral” – Terapia Hari), criado por ele, resolvemos apresentar o trabalho filosófico do nosso fundador (que já foi apresentado nacionalmente pela Mythos Editora, na revista Grandes Temas do Conhecimento – Filosofia Nº07), através de um “bate-papo”, que facilitará a compreensão dos ensinamentos da T.H. e de suas práticas na vida diária dos praticantes, assim como de outros assuntos, como religião, religiosidade, pecado, karma e Dharma.





MOFICUSHINTH: Por que o sr. resolveu chamar de “terapia” o seu método filosófico?
JHD: Srila Prabhupada (fundador do Movimento Hare Krishna) constantemente nos lembrava das 4 misérias existenciais: nascimento, doença, velhice e morte, baseado nos ensinamentos de Krishna, apresentados no Bhagavad Gita; Buda procurou mostrar aos homens a fonte dos seus sofrimentos e como livrar-se deles; Jesus aceitou uma morte envolta em sofrimentos para “carregar sobre si as nossas dores” (na verdade, o Karma Coletivo), e a própria Bíblia sentencia o homem como “pecador” e “culpado pelos males” de sua existência. Daí, percebi que em tudo isso há um único elo comum: uma doença congênita, hereditária por assim dizer, que na verdade é o condicionamento existencial, ou seja, a aceitação de que, em vez de sermos Atmans (partes e parcelas do Ser Supremo), somos apenas os Jivas (dublês ou personagens dos Atmans). Por conseguinte, deveríamos passar por um “tratamento” que nos levasse ao “auto-conhecimento” (a cura existencial), que nos conduzisse física, mental e espiritualmente à nossa “Posição Original”. Eis o porquê de chamar-se “terapia”.

MOFICUSHINTH: De que maneira esse “tratamento” pode ser feito?
JHD: Primeiramente, o proponente a paciente da T.H. deve buscar conosco as razões ou fundamentos dessa “doença existencial”, para que, compreendendo corretamente o que é “condicionamento existencial” e o que é “Posição Original”, seja capaz de realizar a necessidade de se “reidentificar com o Atman”. Em segundo lugar, esse paciente submete-se à “terapia”, comprometendo-se a praticar os exercícios recomendados por seu Terapeuta Hari, além de seguir estudando a própria filosofia, que é a T.H.

MOFICUSHINTH: O sr. considera que existam certas dificuldades de aceitação desses ensinamentos da T.H. ou em praticar a “terapia”?
JHD: Sim! Como tudo o que é novo e que rompe com o tradicional (principalmente, no tocante ao tradicionalmente religioso), a filosofia e as práticas da T.H. encontrarão em certas pessoas resistência em aceitar, digamos, “novas verdades”. Muito do que é pregado pelas religiões institucionais é negado, ou mesmo combatido pela T.H.; na verdade, consideramos a Religião em si um “mal já desnecessário”. O homem dito “primitivo” tinha necessidade de religião (isto é, práticas ritualísticas que fossem conduzidas e orientadas por alguém entre eles que tivesse certa “sensibilidade” ou dons), e foi essa necessidade que fez surgir o sacerdote, o curandeiro, o feiticeiro, o padre ou pastor. No entanto, a evolução do conhecimento humano, a própria trajetória da existência humana não deixa dúvidas de que nossa necessidade é de “espiritualidade” e não de “vínculo religioso a uma instituição ou fé”. Há naturalmente no homem uma necessidade de “religiosidade”, mas isso não faz dele um “aleijado” ou “cego” que precise de “uma muleta” ou de “um guia”, para que viva digna e plenamente no mundo. Hoje, qualquer tipo de sacerdote (isto é, o zelador da religião e seu beneficiário) é completamente desnecessário, pois, se ainda não estamos, deveríamos estar aptos a “caminhar com as próprias pernas”. Já não somos mais “crianças” – os homens precisam assumir sua maioridade. Com essas últimas palavras, citamos indiretamente dois grandes filósofos: Auguste Comte, o pai do Positivismo, e Immanuel Kant que, como digo em meu artigo, foi um divisor de águas na Filosofia.

MOFICUSHINTH: Aproveitando essa “deixa” sobre os filósofos, fale-nos sobre como a sua filosofia se relaciona com a Filosofia dos grandes filósofos do Ocidente e do Oriente (os chamados sábios).
JHD: É muito simples! Todos os grandes filósofos ou sábios procuraram entender os grandes problemas existenciais e o próprio Universo em torno do homem. Tudo o que eles “descobriram” certamente é de grande utilidade para qualquer ser humano. E digo mais: deve ser não apenas compreendido e aceito, como também praticado. A função precípua da Filosofia, assim como de qualquer conhecimento comprovado, é instrumentalizar o ser humano em sua jornada existencial, de modo que ele viva com a maior plenitude possível a sua encarnação ou existência. A T.H. é o exemplo máximo da efetivação dessa “função da Filosofia”, por isso sua prática deve ser cotidiana, constante e definitiva. O que descobriram e ensinaram Platão e Nietzsche, Lao-Tsé e Confúcio, podem ser (e são) úteis na resolução ou compreensão de muitos casos encontrados nos “dramas existenciais” (as lilas).

MOFICUSHINTH: O que são os “Avatares” e qual seu real papel dentro do curso da História humana?
JHD: Bem, primeiramente, gostaria de esclarecer que a veneração dos Avatares, por parte da turba ignorante, e o oportunismo dos guardiões das religiões institucionais levaram a uma noção errôneo do que é o Avatar e de sua real função na Existência. Foi ensinado que o Avatar seria “a encarnação de Deus ou de um deus”. Ou seja: Deus, ou um dos supostos deuses, eventualmente desceria ao mundo para uma “interferência” nos caminhos da Humanidade. Isto, para nós, é o maior dos absurdos. Um verdadeiro disparate que incansavelmente vamos rechaçar e combater. Para nós, o Avatar representa “o coroamento” do Jiva, ou seja, a aquisição de um “veículo existencial quase perfeito”, capaz de permitir a plena expressão dessa “realização”. Na posição de Avatar, o Jiva passa a ser chamado de Jivatman (Jiva reidentificado com o Atman), uma vez que livrou-se do “condicionamento existencial” e retomou sua “Posição Original”. Nessa nova situação, o Jiva já não está sujeito ao Karma, o que significa dizer que não possui créditos ou débitos existenciais a receber ou a pagar, respectivamente. A partir daí, o Jivatman vive segundo o Dharma (A Lei dos Deveres Supremos) e pode voluntariamente escolher como agir na Existência: se quer favorecer a Humanidade com “atos não-condicionados” (chamados de “milagres”), ou se quer aliviar o karma negativo coletivo da Humanidade, como fez Jesus, por exemplo.

MOFICUSHINTH: Para encerrarmos esta 1ª seção do nosso “bate-papo”, gostaríamos que o sr. resumisse em poucas palavras o que realmente é a Terapia Hari.
JHD: A T.H. é a cura integral e definitiva da doença existencial do homem – o condicionamento existencial. Por isso, não hesito em dizer que a T.H é “a maior revolução humana”, sem precedentes na História, porque sua prática conduz o Jiva à reidenticação com o Atman, recolocando-o em sua “Posição Original”.

MOFICUSHINTH: Este “bate-papo” com o Prof. Jaya Hari Das continua na próxima seção, até lá! 



NOTA DO MOFICUSHINTH: Para saber mais sobre este Movimento, a T.H. e receber esclarecimentos sobre termos, como Jiva, Atman e Lila, escreva para moficushinth@yahoo.com.br, coloque como "assunto" "SABER DA TH", para evitar que sua mensagem seja excluída como "spam". Obrigado!  






quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

EM CONCORDÂNCIA COM NOSSO MOVIMENTO

Vidya Yoga e Terapia Hari
VIDYA YOGA E MOFICUSHINTH



O Vidya Yoga Ashram, uma organização não-governamental de ensino e pesquisa da arte, filosofia e terapia da Índia, foi fundado no Brasil em 1980. Seu patrono é Shri Swami Vyaghrananda Pashupáti Bhagwan.

Em entrevista a Gilberto Schoereder, para a revista Sexto Sentido (Mythos Editora), a suprema presidenta mundial, Kamala Devi, e o vice-presidente, Vyaghra Yogi, falam sobre o Vidya Yoga Ashram, sua postura, crenças e ensinamentos.
Aqui, selecionamos os pontos que encontramos em concordância com as diretrizes e ensinamentos do MOFICUSHINTH, enquanto filosofia e prática.

Os adeptos do Vidya Yoga são pessoas que, unidas em fraternidade e mútua amizade, “buscam em suas meditações e empirismos o conjunto de princípios básicos em que se fundamenta o seu sistema filosófico”, além do que, “declaram-se partidários e colaboradores da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Liberdade para todos os povos”.

ENTREVISTA:
SEXTO SENTIDO: Qual a postura do Vidya Yoga Ashram diante das diferentes práticas de yoga existentes hoje no Brasil e no mundo?

VIDYA YOGA: [...] Acreditamos que a grande maioria utiliza o nome yoga de forma imprópria, pois não sabe o que é. Para nós, yoga é somente 10% físico, pois precisamos manter nosso veículo em ordem: o restante é mental, emocional, espiritual. A busca do desenvolvimento espiritual é individual.
[...] Os Vidya Yogis acreditam que tudo no universo é energia, e que esta energia cósmica é imanente e transcendente a todas as coisas e criaturas. Os seguidores e praticantes [...] são livres-pensadores não vinculados ao conceito ocidental de Deus. [Consideram] Deus como Brahman, Absoluto, Realidade Absoluta, eterna, infinita e universal; como a Causa Primeira de todas as coisas; como Consciência Cósmica, enfim, como a Grande Lei que estabelece e mantém a harmonia dos cosmos e dos universos. [...] acreditam que o universo submete-se a ciclos de criação, preservação, destruição e dissolução intermináveis; acreditam em várias dimensões espirituais, que podem ser chamadas de planos densos, sutis e causais da existência de todos os seres vivos; acreditam que espírito e matéria são dois pólos de uma única força. O purusha (alma) que habita o interior do homem é perfeito, e busca desenvolver a matéria, prakriti, para atingir seus objetivos finais: samádhi, a iluminação da consciência. Acreditam no karma como lei individual de causa e efeito, [...] pela qual cada homem define seu próprio destino pelos seus pensamentos palavras e atitudes.Acreditam no dharma (lei ou dever) individual e coletivo. Acreditam no samskára que é o ciclo de nascimento, vida e morte, também chamado de Roda da Vida (Ayurchakra). Acreditam no ákasha como o registro coletivo de todas as experiências da humanidade; acreditam que o homem reencarnado evolui sua estrutura material de muitos nascimentos e mortes, até todos os seus karmas serem completamente resolvidos; [...] acreditam que os períodos da vida humana para seu amadurecimento natural e equilibrado são desenvolvidos de 7 em 7 anos, começando os ciclos no corpo energético (7 anos), depois no emocional (aos 14), depois no corpo físico (aos 21), depois no corpo mental superior (aos 35), depois no intuicional (aos 42) e finalmente no corpo espiritual (a partir dos 49 anos de idade), até atingir sua emancipação como ser humano (70 anos); [...] acreditam que o homem possui sete invólucros ou veículos, que são: corpo físico (Sthula Sharira); corpo energético (Lingam Sharira); corpo emocional (Kama Sharira); corpo intuicional (Buddhirupa); corpo espiritual (Purusha); [...] acreditam que há infinitos planetas que suportam a vida em todo o cosmos. O planeta Terra é um destes. No sistema solar em que vivemos, este planeta é o mais rico e mais completo, com todos os elementos e suas combinações físio-químicas [...].

 x.x.x.x.x.x.x

Bem, o que nós deste Movimento podemos acrescentar, como esclarecimento ao que denominamos de “concordância”, é que determinadas nomenclaturas e conceitos, aqui e ali, são um pouco diferentes, entre os deles e os nossos. Porém, isso não chega a ser um fator de discordância, mas, talvez, de interpretação, uma vez que nós também fomos beber nas fontes orientais do Yoga, dos Vedas, dos sábios budistas e hindus, e noutras.
Na verdade, há muito mais em comum do que contrário, além do que o fundamental é divulgar a boa filosofia, de tal forma que ela seja exercida pelo maior número de seres humanos, para que uma consciência mais elevada abarque toda a Humanidade e promova o que todos nós queremos: UM MUNDO MELHOR! 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ética em Movimento


PROF. JAYA E A ÉTICA ARISTOTÉLICA

Depois de emplacar pela segunda vez uma matéria de capa, com o artigo “Immanuel Kant, um divisor de águas”, e trazer novamente à baila o filósofo Friedrich W. Nietzsche, com o belíssimo artigo “O estilo mitopoético da loucura”, o Prof. Jaya está de volta às bancas de revista com um instrutivo texto sobre a Ética em Aristóteles. Trata-se de um artigo bastante apropriado para este momento em que assistimos mais uma vez, infelizmente, o descaso dos políticos com seus eleitores, como ficou claro, neste começo de ano, com um número assustador de prefeituras, que foram entregues aos novos prefeitos totalmente sucateadas, com os caixas no vermelho, e, no caso particular, aqui de São Luís do Maranhão, com um inaceitável desperdício de material escolar, veículos e equipamentos de informática.

Em seu artigo “Longe de Aristóteles, longe do coração”, nosso diretor discorre sobre como Aristóteles pensava a ética – não como uma virtude ou um comportamento próprio apenas de homens da política, mas necessário também a todo homem comum, todo cidadão, todo membro de uma sociedade. Aristóteles defendia uma postura ética prática, ou seja, em exercício, e não com meras palavras bonitas, promessas que não se cumprem e que só fomentam a política demagógica de muitos homens que se lançam aos cargos públicos.

O professor lembra que, para Aristóteles, o viver ético é o viver para o bem. Diz o texto: “Não um bem particular e interesseiro, mas um bem coletivo e comum”. A intenção do nosso diretor é despertar nos leitores uma vontade de não se submeter, não admitir que “tudo vai ser sempre assim”, que “a política será sempre essa demagogia e essa corrupção sistêmica”. Ele deseja despertar nos seus leitores um desejo latente em seus corações de serem homens dignos, justos e o mais felizes possível. Por isso cita Aristóteles, dizendo: “Realizando ações justas, tornamo-nos justos; ações moderadas, moderados; ações corajosas, corajosos”.

O trabalho do Prof. Jaya, seja enquanto articulista em revistas de Filosofia de alcance nacional, seja como educador nos limites da sala de aula, é sempre pautado no mesmo compromisso com o qual se dedica à frente deste Movimento, que é o de levar às pessoas um conhecimento, uma educação que as faça desejar uma melhor qualidade de vida, que as faça buscar a compreensão de suas verdadeiras identidades na existência e fora dela. Parece necessário reaprender a ser “um ser humano”, e essa é a sua incansável missão, enquanto filósofo e educador.


Percebe-se claramente a filosofia prática, ou seja, a Terapia Hari, nos escritos do professor, sempre como um pano de fundo, uma sutil nuance ou quase uma insinuação de si mesma. Por isso, tanto a T.H* quanto o MOFICUSHINTH* estão sempre presentes em cada artigo publicado pelo nosso fundador. Não apenas nos créditos expostos no rodapé da última página, mas em toda a sequência de ideias e de ensinamentos, seus ou dos autores de que trata, nos trabalhos que publica.

Mais uma vez, estamos agradecidos e felizes com mais essa realização, e parabenizamos o nosso diretor por mais esse belo trabalho.