Mostrando postagens com marcador Terapia Hari. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terapia Hari. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

TATEANDO NO ESCURO SOB AS LUZES DA ETERNIDADE

PALESTRAS NO CAP


Na quinta-feira (14/08), o Prof. Jaya esteve no CAP – Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual do Maranhão “Anna Maria Patello Saldanha”, para ministrar palestras, pela manha e à tarde. O título escolhido, bem a propósito, foi “Tateando no Escuro sob as Luzes da Eternidade”. O tema principal, que perpassou toda a palestra foi “identidade e identificação”. Nosso diretor/fundador conduziu a temática de forma a apresentar o ponto de vista da T.H. e como o MOFICUSHINTH, através de seus cursos, artigos e palestras, trabalha por uma filosofia prática.


Logo de início, em sua Preleção, ele disse: “A experiência histórica nos faculta dizer que os eventos próximos podem até ser tratados à exaustão, porém, só são compreendidos devidamente quando analisados a certa distância. Por isso mesmo, penso que a temático que trataremos aqui hoje pode ser analisada de maneira bastante satisfatória, uma vez que carrega consigo questões que desde longo tempo preocupou a humanidade, como um todo.”



Depois, ele expôs num slide os conceitos de “identidade” e “identificação”, para em seguida complementar: “Embora o dicionário nos diga isso, creio que devemos fazer uma investigação um pouco mais profunda sobre esses dois termos, fora do contexto meramente semântico ou vocabular. Precisamos entender como entendemos “identidade e identificação” nos planos real, existencial e sensorial”, e discorreu sobre os três planos. Então, acrescentou: “cada um de nós tem um corpo, existe enquanto corpo, sente a Existência graças a esse corpo. Nós desfrutamos do prazer ou sofremos as dores nele e através dele, – nas dimensões corpórea, espiritual e mental. Porém, curiosamente, dá-se, ao longo da Existência, um fenômeno peculiar, porém estranho: esse corpo “muda” sua forma, seu aspecto, etc (na dimensão corpórea); muda seu estilo de vida, seus gostos, etc (na dimensão espiritual); muda seus pensamentos, suas idéias, seus ideais, etc (na dimensão mental). Então, o que sobra do “antigo eu”, da antiga identidade, se ela segue em constante mutação? Ainda mais curiosamente, com o advento da morte, aquele corpo está ali, praticamente como sempre foi, porém percebe-se que ele “já não é”. O que aconteceu? Qual a razão para que ele, embora ainda sendo ele, não seja mais?”.


O Prof. Jaya questionou não só o corpo como “identidade”, mas também o gênero, a idade e o nome. Ele perguntou à plateia: “Se o gênero e a idade também fazem parte da identidade de uma pessoa, por que alguém que nasceu no gênero masculino se sente do gênero feminino, ou alguém com 60 anos ou mais diz se sentir como se tivesse ainda vinte ou trinta e poucos anos?”, e, prosseguindo, disse: “Ao nascermos, recebemos um nome com o qual seremos identificados e pelo qual seremos chamados, primeiramente pelos familiares, depois por amigos, colegas de escola, colegas de trabalho, etc. Muitos de nós recebem também um apelido, o qual passa a se agregar à nossa personalidade: Carlos/Carlinhos; Eduardo/Edu; Jorge/Juca, etc. Artistas, celebridades, religiosos, políticos, escritores, etc  trocam de nome ou adotam pseudônimos que passam a ser mais fortes do que os próprios nomes de batismo. Até que ponto, então, o nome que recebemos ao nascer pode ser a nossa “identidade”?”.


Houve momento na palestra para se falar também sobre o que é o sucesso e a realização. A pergunta que o prof. Jaya lançou a todos foi: “Se sucesso e realização se traduzem na Existência basicamente em fama, dinheiro e poder, concluindo-se assim que quem obteve tudo isso vive ou viveu feliz, podemos dizer que Jesus Cristo teve sucesso ou se realizou em sua vida?”.

Perguntas como essa, que tratam do cerne de certas religiões, causa desconforto e polêmica entre a plateia e foi isso mesmo que se viu por lá. Os mais religiosos apressam-se em responder que “sim”, pois aquela era a sua missão – morrer pelos homens. No que o professor aproveitou para perguntar: “E nós? Nós temos alguma missão a cumprir no mundo?”. Algumas pessoas responderam que “sim” e cada uma tentou dizer qual seria a sua. Ao que o professor viu ali o apoio necessário ao que ele realmente queria perguntar: “Se recebemos uma missão ainda antes de nascermos, então isso não significaria que existíamos antes de nascer? E, portanto, nossa identidade original não se encontra exatamente no mundo, mas antes dele!”. Todos ficaram sem respostas, mas alguém resolveu devolver a pergunta ao nosso diretor, dizendo: “E para o senhor, qual é então a nossa identidade original?”. O prof. Jaya explicou que ele bem poderia acabar com a questão ali mesmo, dizendo que nossa identidade original é “Atman” (Alma Original), mas preferiu se fazer de “Sócrates”, e respondeu: “Não sei! Por favor, não faça perguntas a um filósofo – um filósofo é a pior pessoa a quem se pode perguntar alguma coisa. Ele é aquele que traz as problemáticas, os questionamentos; nunca, as respostas!”.


Mas no tópico seguinte, “Posição Original e Condição Existencial”, o prof. Jaya começou a delinear seu pensamento sobre nossa verdadeira identidade antes e depois da passagem por esta existência. Ele chegou a dizer: “se a religião pode nos apresentar a possibilidade de uma “existência post-mortem”, qual seria a nossa dificuldade em também considerar uma “vida antes da existência”? Essa vida anterior à existência poderia então ser a nossa “posição original”. E, sujeitados aos prazeres e mazelas da Existência, é que estaríamos experienciando a nossa “condição existencial”. Ou seja, esse “condicionamento” se efetiva enquanto estamos dentro do veículo chamado “corpo” – enquanto “condicionado”, corporificado”; e no tópico “Quem somos nós?”, o professor pergunta: “O que é o ser humano? Seria ele apenas o animal mais complexo, mais completo, mais inteligente, mais perfeito da Natureza? Seria ele, como propõe a Bíblia, a imagem e semelhança de Deus? Qual a nossa importância na trama universal?”.

No tópico “Eternidade X Imortalidade”, nosso fundador expôs seu pensamento sobre a reencarnação e explicou que o fato de sermos mortais não invalida a possibilidade de sermos eternos. Pois o que morre, diz ele, é aquilo com o que nos identificamos no mundo, enquanto o ser que somos na verdade segue de existência em existência.


Em outros tópicos, como “Livre Arbítrio X Determinismo”, “O que é a vida?”, “O que significaria morrer?”, o prof. Jaya vai encaminhando a audiência para os ensinamentos contidos na T.H., aí então ele chega ao tópico “Filosofia Teórica e Filosofia Prática”, mostrando que os primeiros filósofos (ou pensadores) vivenciavam sua filosofia, mas, ao longo do tempo, a Filosofia se tornou algo teórico, acadêmico. Então ele desenvolve o tópico “Qual o papel da Filosofia na vida?”, para só então, nos tópicos “O que é a Terapia Hari?” e “Por que Terapia e não Filosofia?”, ele realmente aportar no verdadeiro motivo de todas as suas palestras e artigos: a apresentação da Terapia Hari para um público já tocado pelos temas relevantes da vida, de tal forma que ela possa ser entendida e, por fim, aceita.


Bem, esta palestra pode ser levada a qualquer instituição, escola, faculdade, empresa, ou simplesmente apresentada para pessoas que realmente estejam dispostas a perscrutar as coisas valiosas e duradouras. Esperamos que muitos se interessem por ela e convidem o nosso diretor para levar para muito mais pessoas sua T.H. e este Movimento.

terça-feira, 29 de abril de 2014

A MAIOR REVOLUÇÃO HUMANA

A T.H. E O ESTUDO AVANÇADO DE FILOSOFIA


Há aproximadamente vinte sete séculos, iniciava-se um período de grande busca pelo conhecimento das coisas do mundo, da Natureza e da Existência. Como num passe de mágica a Terra deu cria a grandes homens, em algumas regiões, diríamos, privilegiadas do planeta, como a Grécia e a Índia, onde nasceram, por exemplo, Tales de Mileto (considerado o primeiro filósofo ocidental) e Siddharta Gautama (que se tornaria Buda, um dos maiores sábios da Oriente). Parecia que dali em diante era premente que o homem perscrutasse os grandes mistérios do mundo e decifrasse seus aparentes enigmas. Compreendeu-se, de repente, que era necessário indagar seriamente sobre o Universo à sua volta (composto pelos eventos naturais, os fenômenos captados por nossos cinco sentidos), tanto quanto uma espécie de “universo em seu interior” (onde se situam as emoções, os sentimentos, as vontades e as crenças inatas, que somente muitos séculos mais tarde, Karl Gustav Jung daria o nome de “inconsciente coletivo”). De lá para cá, essa busca frenética pelo conhecimento precisou ser sistematizada, dando origem às chamadas “Ciências” – as naturais (que pretendem dar conta dos fenômenos da Natureza), as exatas (dentre as quais a geometria, a aritmética e a matemática) e as denominadas de ocultas (que tratam dos fenômenos metafísicos, não apreendidos pelos nossos cinco sentidos).

            Essas ciências não param de dar crias e se renovam constantemente ao sabor dos novos conhecimentos adquiridos e da avassaladora tecnologia, que propiciou a criação de aparatos e dispositivos, como os telescópios e os satélites, que potencializam exponencialmente nossas capacidades físicas naturais, devido a seu alcance cada vez mais preciso e ao longe. Foi assim que os homens chegaram ao conhecimento de que a Terra se move, e esse movimento, diferentemente do que se imaginava, é ao redor do sol, e não deste em torno dela. Também, dessa forma é que foi possível concluir que o homem não é meramente um corpo, uma máquina de carne e ossos, mais um ser complexo, equipado, pelo menos, com três veículos, um físico e dois sutis, a saber: o corpo, a mente e o espírito, respectivamente. Daí, o que no começo não passavam de meras suspeitas, por exemplo, que havia outros planetas ou que ainda existia vida após a morte física, puderam encontrar sua comprovação científica.

           
Somente vinte e sete séculos mais tarde, surgiria um sistema filosófico adequado para a vida cotidiana, embora traga consigo um conhecimento avançado, que, apesar de não ser novo, é apresentado de maneira “novíssima”, chegando mesmo a ter que reavaliar certos conceitos, noções e valores, que são tidos como pontos capitais de muitas doutrinas religiosas, de certos sistemas filosóficos e de determinadas tradições, fazendo desse “novíssimo sistema” um desafio, tanto no tocante à sua compreensão quanto no que diz respeito à sua difusão.

             A proposta que a Terapia Hari (ou simplesmente T.H.) traz para aqueles que perceberam as incongruências daqueles conceitos, noções e valores mencionados linhas acima e as falhas ou inconclusões de muitos sistemas religiosos e filosóficos, é a aplicação diária de técnicas vivenciais, respaldadas por ensinamentos que, assimilados e reforçados a cada dia, darão frutos a médio e longo prazo. A T.H. não faz milagres, portanto, também não deve agradar aqueles que esperam resultados urgentes, imediatos. Ela não é uma terapia no sentido clínico ou médico; a cura que ela proporciona é a do “homem”, e não da “doença”. Na verdade, todas as enfermidades se encontram na razão direta desse “desconhecimento de si mesmo” – do homem integral, ou do ser original que é. Esse desconhecimento é “a mãe de todas enfermidades”, de todas as dores e sofrimentos humanos. No entanto, a T.H. não deve ser entendida como uma panaceia, pois ela, ainda que praticada por todos os homens (o que não passa de uma utopia insana), não tem o poder de erradicar a dor e o sofrimento do mundo. Isso porque, como é explicado alhures, a Existência não é a “instância dos absolutos” – ela se estabelece necessariamente sobre pares de opostos (luz/sombra; prazer/dor; vida/morte, etc), sendo, portanto, impossível pretender-se a erradicação de um dos componentes destes pares.

O Estudo Avançado de Filosofia é a porta de entrada para uma terapia do homem integral, a T.H., e somente através da apreensão dos conhecimentos ali ensinados e praticados se obterá “a cura” – sem milagres, sem saltos, sem charlatanismo. O remédio da T.H. tem doses diárias, ininterruptamente. O sucesso não pode ser avaliado segundo resultados facilmente conquistados. Por exemplo: o trabalho iniciado com uma pessoa que se encontra num nível existencial altamente debilitado, seja em seu aspecto físico, moral, mental ou espiritual, provavelmente não dará resultado positivo nesta encarnação. E jamais haverá garantias de quantas encarnações serão necessárias para um efetivo resultado. Sendo, como se vê, de suma importância que o praticante da T.H. compreenda que o trabalho empreendido é árduo e demanda (muito) tempo, e que, portanto, entender  a ciência da reencarnação, compreender o mecanismo cármico existencial e ser determinado em seu tratamento são condição sine qua non para o sucesso em tempo propício.




            Deve entender-se, portanto, que não há qualquer possibilidade de se praticar a T.H., caso não haja previamente uma mudança radical de certos valores, conceitos e noções arraigados na mente. As crenças religiosas e as superstições (que são quase sinônimos) são mais empecilhos do que ferramentas úteis à terapia. Não sentenciamos, como o fez Nietzsche, que “Deus está morto”, mas precisamos, nós da T.H. e os pacientes dela, chegar à conclusão harmoniosa de que “Deus não passa de uma ideia” – às vezes, benfazeja, outras vezes, terrivelmente perniciosa. Aquele “Deus perfeito”, aquele “Deus bondoso” e todos os seus anjos e santos devem ir para o porão do nosso imaginário, tanto quanto o Diabo com suas legiões de demônios e espíritos-de-porcos. Deuses e demônios, senhores do bem e do mal, entidades superiores invisíveis, criadas nos primórdios de toda a eternidade, para ajudar ou corromper o homem, são ideias tão fantasiosas que parecem personagens do imaginário infantil. Nada disso é útil quando se busca resultados verdadeiros na totalidade da Vida. Pobre daqueles que temem a morte por julgar que podem ser atirados no Inferno! Triste daqueles que a ambicionam, abdicando de ter uma existência plena, somente porque “acham” que irão para o Céu! São, como dizem por aí, “almas desperdiçadas” ou, pelo menos, “desencaminhadas”. Enterraram seus talentos e esperam ainda que sejam atendidos (não se sabe por quem) em suas preces.

            A T.H. tem a pretensão de trazer o arcabouço do conhecimento humano em gotas homeopáticas. Para tanto, porém, teve que fazer uma depuração em todo esse conhecimento, pois, ao longo da Existência, apreende-se o que é verdadeiro e o que é falso, o que é útil e o que é desnecessário. O Estudo Avançado de Filosofia, como proposto na T.H., leva em consideração sábios e filósofos, homens aparentemente comuns, simples, e Avatares. Nada pode ser desperdiçado; nenhuma lição pode ser perdida; nenhuma gota desse remédio amargo, porém eficaz, pode ser derramada. Nossa sala de aula é a Vida; nossa enfermaria é a Existência.  

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A FILOSOFIA PRÁTICA DO NOSSO FUNDADOR

BATE-PAPO COM O PROF. JAYA HARI DAS (1 ª PARTE)


Há pelo menos uma década e meia, o Prof. Jaya Hari Das vem atuando em várias áreas profissionais e trabalhando com afinco para fazer da (sua) Filosofia uma atividade prática, útil à vida cotidiana.

Ainda na década de 1980, ele enveredou pelo caminho da busca interior. Em 1983, tendo conhecido o Movimento Hare Krishna, passou a ser um seguidor (bhakta), começando ali a prática da Meditação, do Bhakti Yoga e do Mantra Yoga, o que teria contribuído muito para o seu auto-conhecimento. Quase concomitantemente, filiou-se à Ordem Rosacruz (AMORC), passando a fazer estudos mais aprofundados dos assuntos esotéricos e místicos, através das monografias que recebia semanalmente. Enfim, tudo isso, além de outros estudos e práticas que já fazia, completaram um arcabouço de conhecimento com o qual viu-se pronto para sistematizar sua própria filosofia – a Terapia Hari.


O Prof. Jaya Hari Das é, sem sombra de dúvidas, o filósofo maranhense mais ativo dos últimos anos. Seu trabalho não se restringe à área da Filosofia – ele leciona Língua Inglesa há quase trinta anos; seus artigos em Filosofia e Espiritualidade podem ser facilmente encontrados, nas bancas de todo o país, em pelo menos duas revistas de diferentes editoras nacionais. Por quatro vezes foi capa de revista pela Editora Escala, com os artigos “A Vida é bela em Schopenhauer” (muito elogiada por leitores e até por seu editor), “Immanuel Kant, um divisor de águas” (que já foi utilizado até em sala de aula, como texto de consulta para matéria de prova), “A Intuição de Bergson” (no qual valoriza essa capacidade humana – a intuição – como sendo uma grande via para o real conhecimento, desde os primeiros filósofos) e “Nietzsche: A Tragédia Grega no Palco da Vida” (artigo em que relaciona a vida do filósofo com a própria tragédia grega, que ele tanto admirava).

            Além de filósofo e professor, também é músico e poeta. Conquistou o 3º Lugar do Júri Técnico com “Sem eira nem beira”, no 23º Festival Maranhense de Poesia, e está com um livro pronto para ser publicado cujo título é “Poemas que Nietzsche jamais escreveu – Filosofia Poética”.

É por essa razão que nós, do MOFICUSHINTH (Movimento Filosófico “Cura do Ser Humano Integral” – Terapia Hari), criado por ele, resolvemos apresentar o trabalho filosófico do nosso fundador (que já foi apresentado nacionalmente pela Mythos Editora, na revista Grandes Temas do Conhecimento – Filosofia Nº07), através de um “bate-papo”, que facilitará a compreensão dos ensinamentos da T.H. e de suas práticas na vida diária dos praticantes, assim como de outros assuntos, como religião, religiosidade, pecado, karma e Dharma.





MOFICUSHINTH: Por que o sr. resolveu chamar de “terapia” o seu método filosófico?
JHD: Srila Prabhupada (fundador do Movimento Hare Krishna) constantemente nos lembrava das 4 misérias existenciais: nascimento, doença, velhice e morte, baseado nos ensinamentos de Krishna, apresentados no Bhagavad Gita; Buda procurou mostrar aos homens a fonte dos seus sofrimentos e como livrar-se deles; Jesus aceitou uma morte envolta em sofrimentos para “carregar sobre si as nossas dores” (na verdade, o Karma Coletivo), e a própria Bíblia sentencia o homem como “pecador” e “culpado pelos males” de sua existência. Daí, percebi que em tudo isso há um único elo comum: uma doença congênita, hereditária por assim dizer, que na verdade é o condicionamento existencial, ou seja, a aceitação de que, em vez de sermos Atmans (partes e parcelas do Ser Supremo), somos apenas os Jivas (dublês ou personagens dos Atmans). Por conseguinte, deveríamos passar por um “tratamento” que nos levasse ao “auto-conhecimento” (a cura existencial), que nos conduzisse física, mental e espiritualmente à nossa “Posição Original”. Eis o porquê de chamar-se “terapia”.

MOFICUSHINTH: De que maneira esse “tratamento” pode ser feito?
JHD: Primeiramente, o proponente a paciente da T.H. deve buscar conosco as razões ou fundamentos dessa “doença existencial”, para que, compreendendo corretamente o que é “condicionamento existencial” e o que é “Posição Original”, seja capaz de realizar a necessidade de se “reidentificar com o Atman”. Em segundo lugar, esse paciente submete-se à “terapia”, comprometendo-se a praticar os exercícios recomendados por seu Terapeuta Hari, além de seguir estudando a própria filosofia, que é a T.H.

MOFICUSHINTH: O sr. considera que existam certas dificuldades de aceitação desses ensinamentos da T.H. ou em praticar a “terapia”?
JHD: Sim! Como tudo o que é novo e que rompe com o tradicional (principalmente, no tocante ao tradicionalmente religioso), a filosofia e as práticas da T.H. encontrarão em certas pessoas resistência em aceitar, digamos, “novas verdades”. Muito do que é pregado pelas religiões institucionais é negado, ou mesmo combatido pela T.H.; na verdade, consideramos a Religião em si um “mal já desnecessário”. O homem dito “primitivo” tinha necessidade de religião (isto é, práticas ritualísticas que fossem conduzidas e orientadas por alguém entre eles que tivesse certa “sensibilidade” ou dons), e foi essa necessidade que fez surgir o sacerdote, o curandeiro, o feiticeiro, o padre ou pastor. No entanto, a evolução do conhecimento humano, a própria trajetória da existência humana não deixa dúvidas de que nossa necessidade é de “espiritualidade” e não de “vínculo religioso a uma instituição ou fé”. Há naturalmente no homem uma necessidade de “religiosidade”, mas isso não faz dele um “aleijado” ou “cego” que precise de “uma muleta” ou de “um guia”, para que viva digna e plenamente no mundo. Hoje, qualquer tipo de sacerdote (isto é, o zelador da religião e seu beneficiário) é completamente desnecessário, pois, se ainda não estamos, deveríamos estar aptos a “caminhar com as próprias pernas”. Já não somos mais “crianças” – os homens precisam assumir sua maioridade. Com essas últimas palavras, citamos indiretamente dois grandes filósofos: Auguste Comte, o pai do Positivismo, e Immanuel Kant que, como digo em meu artigo, foi um divisor de águas na Filosofia.

MOFICUSHINTH: Aproveitando essa “deixa” sobre os filósofos, fale-nos sobre como a sua filosofia se relaciona com a Filosofia dos grandes filósofos do Ocidente e do Oriente (os chamados sábios).
JHD: É muito simples! Todos os grandes filósofos ou sábios procuraram entender os grandes problemas existenciais e o próprio Universo em torno do homem. Tudo o que eles “descobriram” certamente é de grande utilidade para qualquer ser humano. E digo mais: deve ser não apenas compreendido e aceito, como também praticado. A função precípua da Filosofia, assim como de qualquer conhecimento comprovado, é instrumentalizar o ser humano em sua jornada existencial, de modo que ele viva com a maior plenitude possível a sua encarnação ou existência. A T.H. é o exemplo máximo da efetivação dessa “função da Filosofia”, por isso sua prática deve ser cotidiana, constante e definitiva. O que descobriram e ensinaram Platão e Nietzsche, Lao-Tsé e Confúcio, podem ser (e são) úteis na resolução ou compreensão de muitos casos encontrados nos “dramas existenciais” (as lilas).

MOFICUSHINTH: O que são os “Avatares” e qual seu real papel dentro do curso da História humana?
JHD: Bem, primeiramente, gostaria de esclarecer que a veneração dos Avatares, por parte da turba ignorante, e o oportunismo dos guardiões das religiões institucionais levaram a uma noção errôneo do que é o Avatar e de sua real função na Existência. Foi ensinado que o Avatar seria “a encarnação de Deus ou de um deus”. Ou seja: Deus, ou um dos supostos deuses, eventualmente desceria ao mundo para uma “interferência” nos caminhos da Humanidade. Isto, para nós, é o maior dos absurdos. Um verdadeiro disparate que incansavelmente vamos rechaçar e combater. Para nós, o Avatar representa “o coroamento” do Jiva, ou seja, a aquisição de um “veículo existencial quase perfeito”, capaz de permitir a plena expressão dessa “realização”. Na posição de Avatar, o Jiva passa a ser chamado de Jivatman (Jiva reidentificado com o Atman), uma vez que livrou-se do “condicionamento existencial” e retomou sua “Posição Original”. Nessa nova situação, o Jiva já não está sujeito ao Karma, o que significa dizer que não possui créditos ou débitos existenciais a receber ou a pagar, respectivamente. A partir daí, o Jivatman vive segundo o Dharma (A Lei dos Deveres Supremos) e pode voluntariamente escolher como agir na Existência: se quer favorecer a Humanidade com “atos não-condicionados” (chamados de “milagres”), ou se quer aliviar o karma negativo coletivo da Humanidade, como fez Jesus, por exemplo.

MOFICUSHINTH: Para encerrarmos esta 1ª seção do nosso “bate-papo”, gostaríamos que o sr. resumisse em poucas palavras o que realmente é a Terapia Hari.
JHD: A T.H. é a cura integral e definitiva da doença existencial do homem – o condicionamento existencial. Por isso, não hesito em dizer que a T.H é “a maior revolução humana”, sem precedentes na História, porque sua prática conduz o Jiva à reidenticação com o Atman, recolocando-o em sua “Posição Original”.

MOFICUSHINTH: Este “bate-papo” com o Prof. Jaya Hari Das continua na próxima seção, até lá! 



NOTA DO MOFICUSHINTH: Para saber mais sobre este Movimento, a T.H. e receber esclarecimentos sobre termos, como Jiva, Atman e Lila, escreva para moficushinth@yahoo.com.br, coloque como "assunto" "SABER DA TH", para evitar que sua mensagem seja excluída como "spam". Obrigado!  






terça-feira, 27 de agosto de 2013

NOVA CONQUISTA COM BERGSON

A INTUIÇÃO DO PROF. JAYA

Constantemente dizemos aqui que o trabalho do nosso fundador, Prof. Jaya Hari Das, como articulista, está sempre em sintonia com os estudos e a própria filosofia deste Movimento. Isso mais uma vez se comprova, ao termos a satisfação de ver que ele emplacou mais uma vez com um artigo que é capa de uma revista nacional de Filosofia. Trata-se do artigo "A intuição de Bergson", publicado na Conhecimento Prático - Filosofia Nº43, da Editora Escala.

Segundo o professor, depois de ter travado conhecimento com a filosofia bergsoniana, ele não pode deixar de ver nela algo "provocantemente" interessante. Mais precisamente sua noção de tempo e a maneira como o filósofo francês nos apresenta a faculdade da "intuição".

O Prof. Jaya diz ter visto ali elementos importantes e coincidentes com as noções, que ele próprio já tinha quando começou a sistematizar a Terapia Hari, utilizadas na prática pela T.H.


No artigo, nosso diretor/fundador, ousa (como sempre o faz) resgatar ou reportar essa intuição bergsoniana aos antigos pensadores gregos (os protocientistas, como os chamou),  ele sugere que, já em Tales de Mileto, a construção da proposição "a origem de todas as coisas é a água", foi fruto dessa intuição, que em Bergson é considerada "a apreensão imediata da realidade por coincidência com o objeto", ou seja, chegar à realidade sem análise ou tradução.

Em nossos trabalhos com a T.H., somos constantemente desafiados a entender o que se passa com o nosso paciente, quando ele próprio desconhece a causa (ou causas) do seu problema, e mais - quando ele mal sabe explicar qual é o seu problema ou como ele o incomoda. Aí, só nos resta contar com essa faculdade humana, que infelizmente foi aos poucos relegada a segundo plano diante da valorização exacerbada da "razão", encontrando através dela a resposta que está diante de nossos olhos (no quadro real, apresentado pelo paciente), porém, que é fugidio à nossa apreensão racional.

É por essas e outras que reiteramos aqui nossas saudações ao Prof. Jaya, parabenizando-o por mais essa conquista e por seu incessante esforço em levar mais longe a nossa filosofia. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

TERAPIA HARI - A TERAPIA DEFINITIVA


A VIDA COM "V" MAIÚSCULO

Gostaria de apresentar a você o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de mais de dez anos, mas que tem por base estudos feitos durante quase toda minha vida (dos 17 anos até aqui). Esta, que também chamo de ‘Terapia Transcendental’, é o fruto maduro que desejo compartilhar, pois me vejo um mensageiro, talvez um tutor, jamais um proprietário ou dono. Espero, sinceramente, que minhas palavras encontrem ressonância nos corações e nas mentes dos que buscam respostas verdadeiras para perguntas sinceras. A estes costumo chamar de “Espíritos Livres”, assim como um dia os denominou um grande filósofo.

Parece-me fundamental iniciarmos falando sobre "o que é a Vida". Isso mesmo! ‘Vida’, com ‘V’ maiúsculo. Para a T.H*, ‘Vida’ é um fluxo incessante, ininterrupto, pulsante, que permeia todas as coisas, todos os seres, toda a Existência. Podem chamá-la de ‘Energia’, como fazem algumas correntes holísticas; podem chamá-la de ‘Vontade cega’, como a chamou o filósofo Schopenhauer, ou ainda ‘Vontade de Potência’, como a denominava Nietzsche. É mesmo difícil descrevê-la, denominá-la, compreendê-la. Às vezes, penso que chegamos tão perto de saber realmente o que a ‘Vida’ é, mas logo percebo que nossa ansiedade, nossa pressa, nosso excesso de racionalidade (talvez, nossa pretensão) nos roubam essa proximidade, essa possibilidade de “saber o que ela realmente é”.

Vida é um termo que abrange uma infinidade de noções: se digo “minha vida”, restrinjo o que é totalidade a uma unidade; se digo “esta vida”, separo o que está aqui do que também está ali... No entanto, segundo a T.H*, devemos considerar que ‘Vida’ é tanto o que manifesta a ‘Existência’, quanto a própria Existência, e ainda o que transcende ou está para além do que se manifesta, do que existe, ou do que se deixa perceber. ‘Vida’ não se restringe a minha existência ou à sua, pois é a totalidade das nossas existências, de todas as existências.

Neste sentido, o termo ‘Vida’, como proposto aqui, muitas vezes se confundirá com o que alguns chamam de ‘Deus’, pois é o Todo; o que  outros chamam de ‘Natureza’, pois é cada ser e o seu entorno; e o que ainda outros chamam de ‘Força Vital’, pois é o que anima e faz vibrar tudo o que existe no Universo..
Como disse linhas acima, Vida é um fluxo incessante e, portanto, está por toda parte e não pode ser contida ou apropriada por ninguém nem por nada. E é exatamente bem aqui que começa a relação entre ‘Vida’ e ‘Terapia Hari*’.

Desde os primórdios da humanidade (ou daquilo que, mais cedo ou mais tarde, um dia há de ser ‘realmente’ a ‘Humanidade’), o homem, observando a Natureza, tenta encontrar uma maneira de ‘manter a vida’, uma forma de preservar sua própria vida, sua existência - ou seja, uma maneira de ser <i>imortal</i>. A despeito de seus meritórios esforços, das tremendas vitórias da Medicina e dos grandes avanços científicos e tecnológicos, qualidade de vida e longevidade, provavelmente, é o melhor que o Ser Humano pode conseguir – mas os sonhos vão além! Viver para sempre – ‘um sonho de imortalidade’!

Pensando nisso, imediatamente me vêm à cabeça algumas interrogações: o que faria um homem com uma vida eterna para usufruir? Seria ele menos inseguro, menos angustiado e mais tranquilo e feliz, nessa condição? Ou sofreria de tremores e calafrios, só pela perspectiva de que nunca deixaria de se confrontar com as mazelas e calamidades existenciais, como o sofrimento, a doença, a saudade, a solidão, que jamais deixariam de conviver ‘eternamente’ com ele? Se um dia a Ciência encontrar um modo de preservar para sempre a vida de um homem, quantos terão acesso a esse tratamento ou medicamento milagroso? Quantas pessoas serão herdeiras desse mundo da imortalidade? Questões tão difíceis de responder, que projetam desafios assustadores para esse sonhado futuro de homens imortais.

Observando a Natureza, percebemos que a morte, a desintegração, o desaparecimento, ou a transformação de um ser em outro ser, de algo em outra coisa, é a regra geral e inexorável dentro dos domínios da Existência – é assim para todas as coisas e seres. Por que, então, nós, seres humanos, pretendemos o privilégio da imortalidade? O rótulo de ‘filhos de Deus’ é prerrogativa suficiente para tanto? Se a resposta for positiva, pergunto ainda: “Então, por que não nascemos com esse direito assegurado naturalmente?”.
O beneplácito da imortalidade para o Homem pode ser lindo como um sonho ou fantasia, mas tal coisa, se realmente se concretizasse, seria, indubitavelmente, uma calamidade para toda a Existência.

A T.H.* não pretende acalentar sonhos ou fomentar utopias. Sua missão é dizer as coisas tais como são, sem dogmas, preconceitos ou ilusões. Há coisas desejáveis e indesejáveis, coisas possíveis e impossíveis, dentro da Existência. Aquilo que for útil para nossa existência, dentro das possibilidades reais apresentadas pela própria Existência, pela Natureza, por Deus (se preferirem), certamente estará, mais cedo ou mais tarde, disponível ao Homem. E isso sim é objeto de interesse desta therapéia (termo grego para uma ciência aplicada, que se constitua de um tratamento que leve em consideração mais do que as meras enfermidades do corpo humano).

Assim, ‘Vida’ independe das transformações existenciais, das categorizações, dos gêneros, das espécies. Apesar de Ela estar no ser vivente, também está em sua morte – ou seja, do outro lado da existência finita do Homem. Não importa se alguém ou algum ser é considerado por nós mais importante, ou mais útil do que outros – a ‘Vida’ permeia e acalenta a todos, indiscriminadamente. Não importa se são machos ou fêmeas, homens ou mulheres – para a ‘Vida’, isso é indiferente. A Vida é a mesma no homem ou no inseto – para a ‘Vida’, tudo o que existe deve existir (a despeito da razão humana, que pretende determinar o que deve e o que não deve ser, dentro de uma perspectiva limitada e egoísta) – A Natureza produz sempre o necessário.
 
Enfim, a T.H* apresenta ‘Vida’ como sendo a força maior, a inteligência maior, a divindade maior, que reina sobre todas as coisas, seres, homens e deuses. Essa é a perspectiva macro da ‘terapêutica transcendental’, mas Ela tem por fundamento o Homem - naquilo que o faz ser um Ser Humano (parte e parcela do Ser Supremo) e reconhece nele a intrínseca relação com essa ‘essência’, que é a própria Vida.

- Conheça mais sobre a Terapia Hari*. Solicite uma visita/entrevista (gratuita e sem compromisso), reúna amigos para uma palestra/bate-papo em sua residência, casa de praia, sítio. Promova uma seção terapêutica para os funcionários de sua empresa. Envie e-mail para terapiahari1@yahoo.com.br e saiba como. Pense nisso!!! ATÉ LÁ!

segunda-feira, 11 de março de 2013

SRILA PRABHUPADA E A TERAPIA HARI


“Nasci na mais obscura ignorância, e meu mestre espiritual abriu meus olhos com o archote do conhecimento. Ofereço-lhe minhas respeitosas reverências.”
Srila Prabhupada ki jay!


Nos anos de 1980, eu estava na faixa etária dos vinte anos e era uma fervoroso buscador da Verdade e de explicações sobre a vida, que o cristianismo, a religião em que nasci, ao meu ver, havia falhado em responder. Naquela época, empreendi estudos nas principais religiões do mundo, assim como em doutrinas e ordens místico-esotéricas, como o ocultismo, o rosacrucianismo e o espiritismo. Era um estudo sério, porém desordenado, pois não havia nenhum critério, a não ser o fato de que adquiria tudo o que via pela frente, em termos de livros ou revistas sobre aqueles assuntos, que meus parcos recursos financeiros podiam comprar, fazendo anotações, aqui e ali, de tudo o que fosse novo e interessante. No entanto, minha busca parecia mais com o revirar de uma montanha de papéis jogados no lixo, tentando achar algo que nem mesmo eu sabia se estava lá. Foi por essa ocasião que caiu em minhas mãos o livreto “Perguntas Perfeitas, Respostas Perfeitas” – diálogos entre Srila Prabhupada, fundador do Movimento Hare Krishna, e Bob Cohen, um voluntário da paz na Índia.
Isso se deu quando encontrei pela primeira vez os monges Hare Krishna nas ruas de minha cidade natal. Eles eram pessoas incomuns, com vestimentas estranhas para os padrões do Ocidente (imaginem então para uma cidadezinha, provinciana, do nordeste brasileiro), mas eu já tinha visto fotos de pessoas da Índia com aquelas vestimentas e aquele estilo de cabelo. Eram, em sua maioria, jovens de minha faixa de idade, usando cabeças raspadas com apenas um tufo de cabelos, como se fosse um rabo-de-cavalo, como fazem as mulheres. Adquiri o livreto e umas varetas cheirosas, chamadas “incensos”.
Assim que pude, sentei-me, em algum lugar e comecei a folhear o pequeno livro. Comecei pela Introdução, escrita por Bob Cohen, datada de agosto de 1974 (mas os primeiros diálogos datam de 1972), uma década antes. Ali ele próprio explicava como fora sua experiência de encontrar o mestre hindu e seus seguidores na Índia. Também, logo de início, apresentava o Mantra Hare Kishna (uma sequência de palavras desconhecidas, escritas como se fosse um poema, que deveria ser recitada ou cantada várias vezes ao dia), como algo que o fazia sentir-se bem e, segundo Prabhupada, era uma via para o êxtase místico, uma espécie de “união com a Divindade Suprema”. Em seguida, vinha uma série de diálogos, que serviam muito bem para apresentar e explicar a filosofia e os fundamentos daquele Movimento. A primeira pergunta era “Que é um cientista?”. E a resposta dada pelo mestre hindu foi “Aquele que conhece as coisas tais como elas são”. Bem, o certo é que me senti levado a devorar aquele livreto sem pausa alguma, pois o debate que surgia a cada nova temática era cativante e atiçava em mim uma curiosidade, cada vez mais crescente, em saber onde tudo aquilo ia dar. O resultado, para Bob Cohen, foi tornar-se discípulo de Srila Prabhupada e, para mim, passar a frequentar o templo Hare Krishna todos os domingos, da tarde até à noite, para, em breve, tornar-me, eu mesmo, um devoto externo (Bhakta).
Eu não conheci pessoalmente aquele que reconheço como meu mestre espiritual (embora não tenha ele me iniciado). Srila Prabhupada desapareceu (como se diz na linguagem dos Hare Krishna) deste mundo no dia 14 de novembro de 1977, uns cinco anos antes de eu ter contato com sua obra espiritual. Mesmo assim, foi ele que, de certa forma, com sua obra, me manteve por quase uma década dentro do Movimento. De frequentador do templo, passei a devoto, tornei-me vegetariano, vendi livretos e incensos nas ruas e nos ônibus de pelo menos três capitais do Brasil. Depois tomei meu próprio rumo, enriquecido com aquelas experiências e com as amizades que fiz, dentro e fora do Movimento Hare Krishna. Eu tinha uma busca maior e não poderia ficar estacionado naquele estágio de conhecimento. Ainda havia muito o que aprender com filósofos, cientistas e livres pensadores de todas as tendências, não somente a religiosa ou espiritual. Tinha de seguir, agora com uma bagagem mais carregada, e dar continuidade à busca pela “minha Verdade”.
Meu Bhagavad-Gita
A obra de Srila Prabhupada, juntamente com as informações colhidas entre os outros devotos, formaram um quadro vivo daquele homem em minha mente, de tal forma que eu posso até dizer que sentia sua presença ao meu lado e, de certa forma, até recorria a ele nos meus momentos de aflição, hesitação e dúvida. Seu exemplo me acalentava e me fazia prosseguir, a despeito das dificuldades pelas quais passei (entre as quais, resistência da minha família católica, distanciamento dos velhos amigos e afastamento deles, tendo que passar algum tempo morando no templo ou fora da minha cidade natal). Ter sido um Hare Krishna foi, sem dúvida, uma experiência ímpar e produtiva em minha vida. Trago comigo, até hoje, os resultados gratificantes dela, e ofereço minhas humildes reverências, em agradecimento, ao meu mestre espiritual.
Abhoy Charanaravinda (nome de batismo de Prabhupada) era um homem espirituoso, de muito bom humor e alto astral sempre, a despeito da sua idade avançada e dos dissabores físicos que ela engendrava. Partiu no dia 13 de agosto de 1965 (uma sexta-feira) de Calcutá, Índia, para Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, abordo do navio Jaladuta, aos 69 anos de idade, com uma passagem gratuita com direito a alimentação e poucas rúpias (moeda indiana) no bolso, numa viagem que duraria até 17 de setembro daquele ano, durante a qual sofreu dois ataques cardíacos e uma série de outros incômodos em sua saúde, mas resistiu e fundou, em território americano o seu Ashram.
Tendo vivido como um Hare Krishna, lendo e ouvindo coisas sobre Prabhupada, fora inevitável não ter nele uma fonte de inspiração para algo que já tinha sua semente dentro em mim, mas que ainda não tinha “um nome”, muito menos “um objetivo” claro. A Terapia Hari, como passei a chamar uma certa prática diária de Filosofia, Psicologia e Orientalismo, brotou de dentro de mim na virada do milênio, pouco depois de eu ingressar na faculdade de Filosofia. Senti a necessidade de sistematizar tudo o que havia aprendido, em leituras ou vivencialmente, todas as experiências e anotações, minhas incursões pela Ordem Rosacruz (anos ’90) e pelo Movimento Hare Krishna (anos ’80).
Em Srila Prabhupada lilamrta, Vol. 2 (Plantando a semente) li e guardei para mim esta frase do mestre: “Onde quer que estivesse, eu pensava: ‘Este é meu lar’”. Passei a reforçar a ideia em mim de que assim deveria pensar todo homem – como um ser cosmopolita, um espécie de homo universalis. Sobre “Deus” (Krishna, para ele), em Perguntas Perfeitas, Respostas Perfeita, respondendo a uma indagação de Bob Cohen, sobre Deus ser “todo-poderoso”, disse: “Ele tem que ser muito belo, muito sábio, muito poderoso, muito famoso... Ele foi o maior dos patifes também”. Percebi, imediatamente ali, que se tratava de alguém que transmitia conhecimento, autoridade e despertava respeito, pois tinha uma espécie de “intimidade com Deus”, uma falta de respeito (ainda que envolta em plena adoração) para com Krishna, muito parecida com uma relação entre amigos, na qual é comum que um se refira ao outro com palavras depreciativas e de baixo calão, porque podem se tratar assim, porque sentem uma proximidade que os absolve de qualquer calúnia, de qualquer culpa ou má intenção. Prabhupada me mostrou exatamente o contrário do que o cristianismo insiste em pregar: ele me mostrou que não havia necessidade de temer a Deus, e que nossa principal missão na vida era conhecê-Lo, para falar às pessoas do mundo sobre Ele com autoridade, simplicidade e desenvoltura. O mestre dizia: “Particularmente, eu posso ser o maior tolo, mas como estou falando de Krishna, dizendo exatamente o que Ele, o maior cientista, o conhecedor de todas as coisas, disse, então, eu sou o maior cientista!”.
A Terapia Hari pretende fazer com que as pessoas primeiramente se conheçam a si mesmas, que se sintam cidadãs deste lar (o planeta Terra, em particular, e o Universo, como um todo), e, em seguida, descubram se é ou não necessário sair em busca “do outro”, seja ele um cientista, um filósofo, um profeta, um mestre ou um deus. Essa descoberta, na linguagem dos filósofos Aufklärung, na dos cientistas Insight, na dos místicos Iluminação, provavelmente não será o fim de uma existência, nem mesmo o fim de uma busca, pois creio com todo o meu fervor que, a partir daí, haverá tanto desejo em realizar, que todos quanto chegarem a ela perceberão que somente naquele instante começa o tempo que não precisa mais de tempo – a Eternidade.

REFERÊNCIAS: (Obras citadas)
  • Perguntas Perfeitas, Respostas Perfeitas – Diálogos entre Srila Prabhupada e Bob Cohen, um voluntário da paz na Índia (The Bhaktivedanta Book Trust);
  • Srila Prabhupada-lilamrta, Vol. 2 - Plantando a semente (The Bhaktivedanta Book Trust);
  • O Bhagavad-Gita Como Ele é (The Bhaktivedanta Book Trust).

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

MALES DA ALMA


OS ENGANOS DA PSICOLOGIA E DA RELIGIÃO

Desde a figura mitológica de Psyché, aquela bela jovem por quem se enamorou Eros, até a criação da Psicologia, da Psicanálise e outras psicoterapias, muito tempo se passou. O que nunca passou mesmo, apesar de tantos anos e tantos estudos despendidos, foi a falta de compreensão dessas ciências e terapias, que insistem em “rebaixar” a alma ao condicionamento existencial, sujeitando-a a todo tipo de mazela, sofrimento, dor e vicissitude que o mundo material pode oferecer.

Não é de hoje que a Psicologia chama a angústia, a depressão e o tédio, entre outras enfermidades psíquicas, de “males da alma”. E, nesse viés, profissionais de diferentes áreas da Medicina, sobretudo da área clínica, insistem em propalar essa “ignorância” em seus tratados, discursos, palestras e artigos.

Talvez a culpa não seja totalmente deles nem da própria Psicologia. A Religião, mormente a cristã, dominadora da cultura e das linhas de conhecimento do Ocidente, que deveria saber alguma coisa sobre a alma, insiste em tratá-la, também, como um joguete do mundo e de Deus.

A intenção dessa série de artigos que escreverei aqui não é fazer frente à Psicologia ou ao Cristianismo, como um todo, mas resgatar a concepção original e verdadeira da alma e, consequentemente, retirá-la da condição vilipendiosa, falsa, imprópria, impossível e vulgar em que foi atirada. Essa tarefa não será fácil e, por isso, sei que apenas poucos leitores compreenderão o que direi. Destarte, tratarei dessa “defesa” em capítulos, tentando apresentar bem meus argumentos e esclarecer essa questão, sem deixar dúvidas, não sobre a alma (que é um tema muito complexo), mas sobre o ponto de vista da minha Terapia.

Para tanto, levantarei pontos pertinentes à questão de cunho psicológico, religioso e filosófico, declarações de profissionais dessas áreas, recorrendo, ainda, a textos que tratam da alma tal como ela é e ao próprio sentido primitivo, que, ao que parece, há muito foi esquecido. Claro que eu poderia também iniciar esta série de artigos, dizendo simplesmente: “Tudo bem! Podem continuar a usar o termo “alma” para essa coisa miserável, mesquinha, pequena, frágil, mortal e incurável que vocês tratam aí. Eu, em nome da Terapia Hari e de todo o conhecimento adquirido no arcabouço das várias culturas e civilizações, já me utilizo mesmo do termo “atman”, que nada tem a ver com “essa coisa” de vocês”. Mas não se trata de uma abordagem técnica, explicativa ou pedagógica desse termo, no âmbito restrito da Psicologia, da Filosofia ou da Religião. Trata-se do resgate da verdadeira concepção de alma, para que as pessoas, em qualquer desses âmbitos, tenham o entendimento claro do que cada um deles realmente está falando e não sejam ludibriadas com retóricas acadêmicas, filosóficas ou religiosas.

A psicóloga, Drª. Lílian Graziano, em seu artigo “Psicologia Positiva: A psicologia da felicidade”¹, nos diz: “Para esses autores [os fundadores da Psicologia Positiva, entre os quais, Martin Seligman], a Psicologia nasceu pautada no modelo de doença, e, como tal, desenvolveu seu olhar exclusivamente em direção ao caráter disfuncional do ser humano”. E diz mais: “Isso significa, que na prática, a ciência psicológica raramente consegue ir tão além quanto suas discussões filosóficas poderiam sugerir, quando o assunto é a compreensão da totalidade humana, uma vez que todos os seus esforços têm sido direcionados a apenas um dos lados da moeda”. E, para concluir suas observações, diz ela: “Preocupada apenas em curar doenças, a Psicologia deixou sem respostas aqueles que questionavam sobre ter uma vida feliz, abrindo espaço para que as forças e as virtudes humanas fossem discutidas sem base científica e, por vezes, de maneira hipersimplificada”.

Evidentemente, as palavras da drª. Graziano não pretendem detratar a Psicologia, e muito menos respaldar minha defesa na temática deste artigo, e, sim, valorizar o trabalho da Psicologia Positiva, da qual é membro, como um avanço da ciência psicológica. No entanto, seu discurso serve como aviso às limitações da Psicologia tradicional e seus possíveis enganos e falhas. Um desses, sem dúvida alguma, se dá quando essa ciência impinge à alma os males que são de natureza psicofísicas, ou seja, males existenciais (esfera a que a alma jamais pertenceu, e jamais pertencerá).

Considerando que a Ciência e a Religião são dois baluartes da cultura ocidental e, se estou com a razão, ambas são incapazes de fornecer uma concepção verdadeira de “alma”, indo além, em seus respectivos enganos, ao deturpar o próprio conceito e definição de “alma”, vilipendiando-a com suas respectivas acusações a ela – no caso da Ciência, afirmando que a alma está sujeita a enfermidades; no caso da Religião, pregando que ela pode ser queimada e destruída; parece-me louvável exortar os meus leitores a seguirem o mesmo conselho que o filósofo Sêneca (    ) deu a seus contemporâneos: “Recusem-se a seguir a multidão!”, que neste caso seria: “Descreiam dessas afirmações da Psicologia e do Cristianismo sobre a alma!”, e me ouçam.

A Ciência e a Religião se apropriaram do termo “alma” e, de certa forma, manipularam sua definição ao bel prazer, em favor, evidentemente, dos seus interesses próprios. Para a Psicologia, por exemplo, era necessário trazer a alma para o âmbito físico, para que seus estudos pudessem ser aceitos como “científicos”, e ela se desvencilhasse da Filosofia, sem descambar para uma espécie de “psicometafísica”. Para o cristianismo, a alma não poderia manter sua condição de eterna, pois seria da mesma natureza de Deus, e não haveria como “assombrar” os cristãos com suas visões do Inferno (lugar destinado às almas dos pecadores, segundo a Igreja). A alma que é “alma” mesmo, no entanto, não é manipulável em seus verdadeiros atributos – ela não sofre as aflições físicas nem pode ser queimada no fogo, nem mesmo o do Inferno – nem mesmo pela “vontade de Deus”.

Em meu livro, “O Governante das Estrelas – Da Materialidade do Eterno” (ainda não publicado), explico que o Paramatman (a Alma Suprema) é constituída por partes e parcelas denominadas de “atmans”, as quais são indissociáveis dEle e possuem a mesma “essência” e “atributos”. Isso significa que, se os atmans estivessem sujeitos a mazelas, à ação do fogo e à morte, o Paramatman (Alma Suprema/Ser Supremo, ou “Deus”, se preferirem) também estaria, pois são todos da mesma “natureza”. Lá, também explico que até o Paramatman tem o seu duplo ou dublê. Este é denominado de Hari, o “Jiva Supremo” (Alma Suprema encarnada), cujo corpo é toda a extensão do Universo, constituído de duas Naturezas: a material e a espiritual. São essas “Naturezas” que criam e mantém todos os seres do Universo (isso quer dizer em todos os planetas de todas as galáxias e de todos os recantos imagináveis ou não). No planeta Terra, somente os humanos são “jivas” (alguns só entenderão se eu disser: “Somente os humanos têm alma”, pois muito bem, que seja). Os demais seres, plantas, animais e vegetais, recebem da “Natureza” apenas os veículos necessários à sua “expressão” no mundo/Existência, a saber: um corpo e um espírito. Isso significa que tais seres não possuem uma “essência” no mundo/Eternidade, pois eles “não são atmans”, como nós.

Para que minha exposição fique mais clara, é necessário informar ao meu leitor que, segundo a Terapia Hari, há duas instâncias a serem consideradas, quando tratamos conjuntamente de Alma, Deus e Seres Humanos, a saber: a Existência, que constitui tudo o que é físico, material, elementar, sutil, etéreo, mental, psíquico, fluido, atômico – numa palavra, objeto de estudo e perscrutação do intelecto; e a Eternidade, instância inacessível à perscrutação lógica, que é a totalidade de toda a Existência e ainda mais (sendo esse “mais” o imperscrutável, tal é a sua “essência”) e que é considerado, na T.H., como Paramatman (Alma Suprema), do qual fazem parte todos os atmans (almas individuais). Embora essas explicações ainda não se demonstrem totalmente compreensíveis, ajudarão na compreensão dos meus argumentos, em breve.

É preciso lembrar que muito antes do surgimento da ciência psicológica e ainda antes do próprio cristianismo, a alma já era “perscrutada” em suas possíveis características e atuações. Claro que nunca houve um consenso entre as variadas culturas e povos primitivos. No entanto, algo fundamental participava de todas as noções e conceitos sobre a alma, sempre considerando-a como tendo uma natureza sagrada, divina e transcendental. “Os caracteres fundamentais das religiões professadas pelos povos primitivos são: crença num poder supremo; crença em espíritos independentes; crença na alma humana, distinta do corpo e separando-se do mesmo com a morte”². Para nós da T.H*, a expressão “alma humana” não passa de um reforço de linguagem, pois toda alma só pode ser “humana” (até que tenhamos provas consistentes de vida igual ou superior à nossa, universo afora, que possa comportar também a ideia de existência, a partir desse “elemento vital”).

Para finalizar a primeira parte dessa série de artigos sobre a alma, deixarei esse trecho, encontrado no Bhagavad Gita, que diz: “A alma nunca pode ser cortada em pedaços por nenhuma arma, nem pode ser queimada pelo fogo, nem umedecida pela água, nem seca pelo vento. Esta alma individual é irrompível e insolúvel, e não pode nem ser queimada nem seca. É eterna, todo-penetrante, imutável, imóvel e eternamente a mesma.”

¹ Revista Ciência & Vida Psique, Ed. Especial, Ano III Nº8, Ed. Escala
² História da Educação Universal e Brasileira (Intermedial Editora), autor Nelson Valente 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ética em Movimento


PROF. JAYA E A ÉTICA ARISTOTÉLICA

Depois de emplacar pela segunda vez uma matéria de capa, com o artigo “Immanuel Kant, um divisor de águas”, e trazer novamente à baila o filósofo Friedrich W. Nietzsche, com o belíssimo artigo “O estilo mitopoético da loucura”, o Prof. Jaya está de volta às bancas de revista com um instrutivo texto sobre a Ética em Aristóteles. Trata-se de um artigo bastante apropriado para este momento em que assistimos mais uma vez, infelizmente, o descaso dos políticos com seus eleitores, como ficou claro, neste começo de ano, com um número assustador de prefeituras, que foram entregues aos novos prefeitos totalmente sucateadas, com os caixas no vermelho, e, no caso particular, aqui de São Luís do Maranhão, com um inaceitável desperdício de material escolar, veículos e equipamentos de informática.

Em seu artigo “Longe de Aristóteles, longe do coração”, nosso diretor discorre sobre como Aristóteles pensava a ética – não como uma virtude ou um comportamento próprio apenas de homens da política, mas necessário também a todo homem comum, todo cidadão, todo membro de uma sociedade. Aristóteles defendia uma postura ética prática, ou seja, em exercício, e não com meras palavras bonitas, promessas que não se cumprem e que só fomentam a política demagógica de muitos homens que se lançam aos cargos públicos.

O professor lembra que, para Aristóteles, o viver ético é o viver para o bem. Diz o texto: “Não um bem particular e interesseiro, mas um bem coletivo e comum”. A intenção do nosso diretor é despertar nos leitores uma vontade de não se submeter, não admitir que “tudo vai ser sempre assim”, que “a política será sempre essa demagogia e essa corrupção sistêmica”. Ele deseja despertar nos seus leitores um desejo latente em seus corações de serem homens dignos, justos e o mais felizes possível. Por isso cita Aristóteles, dizendo: “Realizando ações justas, tornamo-nos justos; ações moderadas, moderados; ações corajosas, corajosos”.

O trabalho do Prof. Jaya, seja enquanto articulista em revistas de Filosofia de alcance nacional, seja como educador nos limites da sala de aula, é sempre pautado no mesmo compromisso com o qual se dedica à frente deste Movimento, que é o de levar às pessoas um conhecimento, uma educação que as faça desejar uma melhor qualidade de vida, que as faça buscar a compreensão de suas verdadeiras identidades na existência e fora dela. Parece necessário reaprender a ser “um ser humano”, e essa é a sua incansável missão, enquanto filósofo e educador.


Percebe-se claramente a filosofia prática, ou seja, a Terapia Hari, nos escritos do professor, sempre como um pano de fundo, uma sutil nuance ou quase uma insinuação de si mesma. Por isso, tanto a T.H* quanto o MOFICUSHINTH* estão sempre presentes em cada artigo publicado pelo nosso fundador. Não apenas nos créditos expostos no rodapé da última página, mas em toda a sequência de ideias e de ensinamentos, seus ou dos autores de que trata, nos trabalhos que publica.

Mais uma vez, estamos agradecidos e felizes com mais essa realização, e parabenizamos o nosso diretor por mais esse belo trabalho.